terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O dia em que me vi num filme de terror

Estava eu de papo no Gtalk, tentando me entender com o teclado do laptop emprestado da minha irma (e bom ter pessoas bondosas na familia, lembrem-se disso), quando decido comer uma maca e tomar um banho - calor dos infernos, neam.
Saio do banho. Minha casa esta ALAGADA. Do banheiro ate a sala. Era uma mistura de Samara com O grito, e, claro, Agua Negra. Olho pra porta, resolvo tranca-la. Desespero: TEM AGUA SAINDO PELA FRESTA. Tipos que o tapetinho cor-de-rosa esta ENSOPADO. Jesus nos proteja, penso. Cato todos os panos de chao e tento secar a inundacao. Nao consigo. Cato TOALHAS. Consigo conter a enchente. Durmo pensando no esporro da sindica e simplesmente NAO sei o que ocasionou a enchente. Puta que pariu, deve ter um vazamento no meu box. E isso. To ferrada. Acordo, ligo pra Porto Seguro, e a moca me diz que se o vazamento nao for aparente o seguro fianca nao cobre. Como eu vou saber se e aparente ou nao se 1. tem uma barra de MARMORE no box, e 2. meu banheiro esta sem luz (nem um amigo meu que esteve aqui outro dia conseguiu trocar a maldita lampada, que agarrou no bocal e nao sai de jeito algum)?

Ou seja: eu PRECISO ir na firma, mas estou em casa esperando um bombeiro.
E com um teclado desconfigurado sem solucao, ja que o laptop veio do Canada.
SOCORRO!
Que falta meu padrasto faz.
Ainda vou ter que ir ao Centro (sem tomar outro banho, senao alago a portaria) para buscar meu ventilador de teto novo em algum momento do dia.
HOJE E DIA DE MARIA. Eita.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Direto do plantão

Tô aqui eterna na redação, contando os minutos pro tempo passar. Estava conversando com L. ontem, nos intervalos de "A favorita", e com G. outro dia: que ano bunda. Definitivamente esse foi um dos piores anos da minha vida. Quase tudo que eu penso "ahn, 2008 teve isso de legal" depois lembro que foi em 2007.
Claro que coisas legais aconteceram, conheci gente bacana, fui a SP um par de vezes, ouvi um pavão gritar pra mim (não é figura de linguagem, é verdade), vi shows inesquecíveis (R.E.M., oun). Mas de resto, foi ladeira abaixo.

No trabalho, na vida, em casa, quase tudo foi uó. Quando esse plantão acabar, 2008 também acaba para mim. Repare: na terça o HOMI DO VENTILADÔ vai lá em casa instalar o lindo e moderno Spirit 201 que minha irmã me deu de presente de Natal. Em seguida, no mesmo dia, o HOMI DA NÉTI vai lá instalar o que será a alegria dos meus dias - e minha tristeza também, já que em breve (cortesia da firma) terei que ocupar minhas noites com um certo reality show (prefiro não comentar).
Em algum momento ainda irei cortar o cabelo, fazer as unhas, pegar um laptop emprestado com a minha irmã (meus computadores continuam quebrados e me falta um técnico de confiança, sabe), comprar almofadas, emoldurar meus pôsteres, enfim... Tocar a vida como se 2009 já estivesse aí.

2008, ano cu dos infernos, acabe logo. Agradecida.

Persépolis é aqui



"Listen. I don't like to preach, but here's some advice. You'll meet a lot of jerks in life. If they hurt you, remember it's because they're stupid. Don't react to their cruelty. There's nothing worse than bitterness and revenge. Keep your dignity and be true to yourself. "

Direto de "Persépolis", meu mantra de ano-novo e meu desejo pra todo mundo.

Traduzindo mal e porcamente:
"Ouça. Não quero dar sermão, mas aqui vai um conselho. Você vai encontrar um monte de idiotas na sua vida. Se eles te machucarem, lembre-se que é por que eles são imbecis. Não reaja à crueldade deles. Não há nada pior que amargura e vingança. Seja sempre digna e fiel a si mesma".

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

I want sugar in my tea

Não teremos damascos neste verão

Ontem novas frutas entraram na minha casa. Finalmente entendi porque as pessoas comem damascos cristalizados: a fruta é sem graça até dizer chega. Precisa mesmo de um banho de açúcar. Que coisinha laranjinha e insossa! Como já dizia Flaubert, não teremos damascos neste verão. E nem romãs. Desculpe, não consigo comer coisas com sementes. Achei nojento.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

I get by with a little help from my friends

Continuo sem computador em casa, de modo que as atualizações estão escassas. É, eu sei, eu sei, em 2009 isso vai mudar. Como boa retardada que sou, já fiz minhas resoluções de Ano Novo. Caso continue uma excluída digital até o dia 31, e como já é Natal na Leader Magazine, não custa compartilhar com vossuncês tudo algumas coisas que provavelmente não serão totalmente cumpridas.

Em 2009...
- Tomarei florais antes do BBB começar, sob pena de chegar em abril com uma úlcera que me causará dores lancinantes, alimentada pela minha ansiedade e pela minha tensão
- Voltarei para o pilates em março, sob pena de nunca mais vestir um biquini, com vergonha da minha barriga desparagonada e mal diagramada
- Antes do pilates, continuarei no projeto dietinha já, que já levou para a minha geladeira quitutes antes inéditos, como uvas e melões (agora já são mais de dois melões em casa. Ha-ha-ha, piadinha infame, perdão)
- Continuarei no projeto "só saio de casa se valer a pena". Valer a pena = aniversários, encontros com amigos queridos, shows imperdíveis. Gastar tempo e dinheiro à toa continua fora de cogitação
- Ainda em janeiro, terei meus pôsteres emoldurados, almofadas compradas e um sofá. Sim, projeto reciclado.
- Voltar aos cursos de roteiro. Questão de ordem.
- Rir mais, falar mais bobagem, I'm free to do what I want...
:-)
Pronto, eu tenho 15 anos, beijo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Um dia de Carrie

Ontem acordei e a porcaria do Firefox começou a dar pau. O Internet Explorer também. reinicializo a MÁQUINA *ironiamodeon* que tenho em casa e tá lá um corpo estendido no chão. Erro no sistema operacional. Possessa dentro das saias, rumo para a redação, depois de uma noite de dilemas estomacais e pesadelos (Zé Ramalho vestido de preto e vermelho e chifres diabólicos carnavalescos batia à minha porta dizendo que eu iria morrer de uma queda no elevador - detalhe que eu moro no PRIMEIRO andar e só subo e desço de escada).
Dia seguinte: saio de casa lépida e fagueira, vestindo um vestido que já vesti (me arrependi de ter gastado essa roupa essa semana, era o vestido ideal para hoje e usei na segunda), mas com alegorias e adereços diferentes. Calço minha sandália plataforma vinho, forrada de cetim. Passo em frente a uma obra e pronto: a sandália arrebenta. "Tá vendo, isso que dá ficar secando a menina", diz um senhor pedreiro. Fiquei na dúvida se deveria desejar que me secassem mais (para que eu secasse de verdade) ou se batia com a plataforma na cabeça de um. Saio descalça pela Figueiredo Magalhães, e uma boa senhora me indica um sapateiro na galeria logo adiante. "Ih, se eu for colar você só vai poder usar essa sandália amanhã". Dois pregos depois, estou calçada novamente. Agradeço a gentileza e pergunto quanto custa. "Nada não". Ainda bem: só depois fui ver que só tinha UM REAL E VINTE CENTAVOS na carteira - ainda bem que me locomovo by Riocard.

Ou seja, o banho d'água dado pelo ônibus em Carrie na abertura de "sex and the city" é PINTO perto disso. Bom dia.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Leitura mulherzinha

"- Existem duas espécies de pessoas neste mundo. As que acreditam. E as que duvidam.
Ele se volta para me olhar, como se estivesse tentando descobrir a qual delas eu pertenço. Eu diria que estou entre as que duvidam. Com toda a certeza, uma descrente. O conde balança a cabeça como se entendesse, apesar de eu não ter dito nada.
- Eu sou dos que acreditam - diz ele. - O poder transformador da arte é a única religião que professo.
(...)
- Nem todos podemos ser artistas - digo.
- Não - ele responde. - Não, não podemos. E para aqueles de nós que acreditam, isso pode ser muito doloroso."

"Lulu vê Deus e duvida", Danielle Ganek.

PS: Eu sou do tipo que acredita.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mas antes de ir

Preciso compartilhar a música que não sai da minha cabeça desde ontem.

Mas quem diria

Dia 13 esse blog faz DOIS anos. Caraca, maluco, parece que foi ontem que eu ainda tinha o blog antigo.

***

Se "Chamas da vida" é a melhor pior novela da atualidade, "A favorita" é a melhor. E vai entrar pra história completamente injustiçada. Aposto que o ibope de "Caminho das Índias" vai ser maior. O motivo? O samba do crioulo doido que Glória Perez faz. Repare: tem indiano, esquizofrênico, emo e o escambau no mesmo pacote. REMEMBER JADE, é o que eu digo. Enquanto isso, "A favorita", com uma trama E-LE-TRI-ZAN-TE *narrador da sessão da tarde mode on* vai passar em brancas nuvens daqui a uns seis meses. Tsc.

***

Essa foi a deixa para dizer que sim, vou ali ver novela. Sempre posso dar a desculpa de que é trabalho, mas nessa reta final da trama estou tipos super curtindo, me processem.

De quando meu trabalho parece telemarketing

Estou de plantão, o penúltimo do ano, e pedi para entrar cedo por N motivos que não vêm ao caso (leia-se preguiça de explicar a longa história). Fui escalada para as sete da manhã, o que tem um lado bom - não ir para a rua e sair na hora. O lado ruim: virar telefonista, atendente de telemarketing ou até psicóloga dos leitores.
Tem gente que liga às sete e meia perguntando resultado da corrida de Fórmula 1 na madrugada ou do jogo da segunda divisão que aconteceu na véspera. Como é o nome da firma que está em jogo, ser grosseira está fora de cogitação. Daí toca a infeliz da repórter a buscar no Google. Reza a lenda de que em várias redações esse era um trote comum da chefia nos novatos, para ver como eles reagiriam. Acho que todo mundo traumatizou e acaba sendo megaeducado por indução.
Tem gente que liga perguntando o resultado da Mega Sena. Ai do repórter que der o resultado errado. Melhor conferir no site da Caixa.
Tem gente que liga reclamando do atendimento nos hospitais públicos. Esses eu ouço com atenção e com uma dose de tristezinha, até. Queria mesmo poder fazer algo *jornalismo idealista mode on*
Tem gente que liga cheio de prepotência dizendo "olha, minha filha, eu tenho uma bomba, um furo de reportagem, e se não interessar pra vocês eu vou passar pra concorrência". Esses são os que me irritam, porque o tal furo de reportagem normalmente é um foco de dengue na caixa-prego, ou alguma denunça sobre pontos irregulares de van, aqueles que todo mundo sabem onde ficam. Ahn, e sempre pedem "uma equipe de reportagem imediatamente no local". Haja paciência, viu. Aliás, na categoria "gente que liga reclamando de hospital" também tem uns sujeitos desse naipe. Uma coisa é reclamar que o hospital X não tem médico. Tá mais do que certo em reclamar. Agora, reclamar que está há 20 minutos na fila esperando para ser atendido? Pedir jurtiça? JURO que atendi um telefonema assim outro dia. Minha vontade era dizer "minha senhora, semana passada eu fiquei uma hora e meia na fila da emergência do (escreva aqui o nome de um famoso mega hospital particular da Zona Sul, no qual só vou porque meu plano de saúde da firma cobre, obviamente), morrendo de dor de ouvido e esperando para ser atendida, porque só tinha um otorrino de plantão".

O caso bizarro de hoje foi de um cara que ligou para reclamar que uma senhora comprou um troço na (escreva aqui o nome de uma famosa rede de lojas que vendem diumtudo), foi lá trocar e o gerente não quis. A mulher insistiu e ele chamou a polícia. "Registraram ocorrência?", perguntei. Claro que não. Então porque diabos ele ligou pra redação de um jornal pra reclamar? Sério, quando um jornal vira a única esperança de justiça no mundo realmente algo de muito errado acontece.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Chove no Rio

Saí de casa às 10h53m. Peguei o ônibus às 11h05m. Cheguei na redação às 11h45m.
Odeio essa cidade, odeio o trânsito na São João Batista, odeio o Santa Bárbara.
Também odeio tossir a noite inteira. Quero a minha cama hoje.

Do FFFFound

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Coisa de vó

Normalmente falo da minha avó com uma certa saudade e doses cavalares de tristeza. Mas semana passada, andando para ir à firma e passando pela feira do Bairro Peixoto, me peguei rindo sozinha lembrando dela. Minha avó tinha mania de chamar seus feirantes preferidos de "meus fregueses", não importando a quantidade de vezes em que meu pai, sempre explicadinho, dissesse a ela que ELA era a freguesa, e não eles. Isso sem contar as expressões bizarras que vieram com ela do interior da Bahia e que ninguém mais (além da minha família) repete.
Foi assim que meu cabelo virou "cabeleira de santo vadio" até hoje. Sim, eu já tive mais cachos, e sim, eu odiava pentear a juba, era mais uma tortura do que o simples ato de se dar um jeito num monte de fios desconjuntados (mas eu nunca soube o que seria um santo vadio). Isso sem contar o "tira a paeta do chão, menina" e o "mas que garota tucuda". Dessas coisas eu lembro sem tristeza e rio sozinha, até.

Ahn, sim: "paeta" é pé, "tucuda" é abusada.

...

Sábado passei o dia com minha mãe, que fez aquele discurso habitual de mãe, "minha filha, você tem que ficar mais com mamãe, mamãe se preocupa com você". Na verdade ando bem eremita e só botei a cara na rua no domingo por obrigação. Precisava de um traje para o prêmio de TV da firma e fui ao Mercado Mistureba, no Odisséia. Achei um vestido interessante (segundo J., um quimono que roubei de alguma casa de massagem ou restaurante japonês - segundo a minha piada pronta sempre que ele zoa meus vestidos, peguei emprestado da boneca inflável que ele tem em casa). Encontrei N. e fomos almoçar - leia-se afogar as mágoas com comida, o que é sempre uma opção não muito barata, mas eficaz. Fiquei tão grogue depois da comilança que vim para casa meio cá, meio lá, meio mal, na verdade, e apaguei - o que eu mais gosto de fazer quando estou doente ou passando mal, porque aí não sinto que está doendo, néam. Melhor que me entupir de analgésicos, eu acho.
H. chegou da Europa e não consegui encontrá-lo no domingo por conta disso. Tudo bem que C. chegou há mais de mês e ainda não a encontrei. A verdade é que tenho sido uma amiga bem ausente para os meus amigos - no sentido de presença física mesmo. Trabalho, cansaço, coisas da minha cabeça, família e suas questões, falta de grana que depois virou vontade de economizar e gastar o mínimo possível para ter uma vida de gente normal, que paga as contas em dia... Também um pouco do que o horóscopo (ahá!) diz, tenho achado tudo muito chato e previsível. Então acabei acostumando a ser mais recolhida e ter uma vida menos agitada - e gostando disso. N. também tá na mesma, com a diferença de que mesmo sem grana a maluca continua gastando. A última dela foi comprar um DEPILADOR ELÉTRICO e adotar um gato (o bicho). Sério, eu que me achava a kamizake do Visa perdi meu posto para ela. Perto de N. eu sou a pessoa mais controlada do mundo. Nhá.

Bom, vou ali tomar banho e partir pra firma, mais um dia longo me espera. Faz sol lá fora, mas eu não me importaria em ligar o ventilador e tirar o dia de folga para dormir mais um pouquinho e arrumar a zona que a casa se transformou em dois dias. Heh.