- Eu sempre penso, eu sempre lembro, eu não consigo esquecer.
- Socorro, eu não estou sentindo nada. Não penso em ninguém a essa hora.
- Mas eu penso. Eu sempre penso. E não consigo entender como me apeguei. Sinto falta. Sinto saudade. Mas não tenho coragem de dizer. Nunca vou dizer.
- Sei lá. Acho que às vezes a gente tem que dar um tempo e reinvestir, mostrar o que sente.
- Eu tenho medo de levar um fora. Não sei lidar com isso. Não sei ser rejeitado.
- Mas você tem que tentar. Mesmo que seja para esquecer de uma vez.
- Eu não quero esquecer. É o que embala meu sono. É a expectativa boa do que não foi e podia ter sido.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Reparem
Como os últimos dois posts parecem ter sido escritos por pessoas completamente diferentes. Hahahaha, eu não me emendo mesmo, uma vez irritadinha, sempre irritadinha. Nem gatos, aquários ou meditação zen-budista vão tirar essa vibe tijucana barraqueira de dentro de mim :)
Irritadinha da Estrela
Minha mãe diz que eu não gosto de ser cobrada. Não gosto mesmo, ainda mais quando não estou devendo - em todos os sentidos. Mas já estou acostumada a engolir tanto sapo que hoje em dia minha vontade é de explodir e de ter um dia de fúria. Deus sabe o esforço que faço para nem sempre dizer o que eu realmente penso, nem sempre escrever aqui o que eu realmente quero, nem sempre expressar o que eu realmente sinto, só pra viver em paz, não fazer inimigos e nem alienar pessoas. Talvez o ideal de vida para uma pessoa tijucana, destemperada e pouco paciente como eu seja o menino de "Impulsividade" ("Thumbsucker", bem bacana, com o Keanu Reeves, tem na locadora) ou o Zach Braff em "Garden state/Hora de voltar". Uma vida sem emoções fortes, nem para o bem, nem para o mal. Sério, tem horas em que tudo que eu precisava era de uma vida ligeiramente anestesiada, porque as coisas me aborrecem muito e me tiram do foco. Até voltar onde estava, já perdi foi tempo pensando em formas de agredir a pessoa que está me irritando. Não riam, é verdade. E eu não sou psicopata, não mato nem formiga, é só um jeito de me desestressar sem desejar o mal alheio. Pensar não é desejar, né?
Diz ainda minha mãe que eu me preocupo mais com a opinião dos outros do que comigo mesma. E diz L. que eu ando muito grossa, o que me irrita e me deixa com mais habilidade para... ser grossa. Eu JURO que só não queria me aborrecer ou me irritar tanto. Eu detesto ser grossa com as pessoas. Eu JURO que sou boazinha, mas me irrita ver que ser boazinha normalmente vira sinônimo para ser bobinha. E eu passei a vida toda sendo boazinha. O problema é que certas coisas me irritam MUITO. Eu não consigo me segurar. Tipo burrice. A minha já me tira do sério, a alheia mais ainda.
Sério, como faz? Invejo mesmo as pessoas calmas. Eu sou muito pilhada, não é a toa que tenho uma bela duma gastrite como amiga próxima. Heh.
Diz ainda minha mãe que eu me preocupo mais com a opinião dos outros do que comigo mesma. E diz L. que eu ando muito grossa, o que me irrita e me deixa com mais habilidade para... ser grossa. Eu JURO que só não queria me aborrecer ou me irritar tanto. Eu detesto ser grossa com as pessoas. Eu JURO que sou boazinha, mas me irrita ver que ser boazinha normalmente vira sinônimo para ser bobinha. E eu passei a vida toda sendo boazinha. O problema é que certas coisas me irritam MUITO. Eu não consigo me segurar. Tipo burrice. A minha já me tira do sério, a alheia mais ainda.
Sério, como faz? Invejo mesmo as pessoas calmas. Eu sou muito pilhada, não é a toa que tenho uma bela duma gastrite como amiga próxima. Heh.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
"Once I wanted to be the greatest"
"Dear Jeremy, in the last few days, I've been learning how not to trust people... and I'm glad I failed. Sometimes we depend on other people as a mirror to define us and tell us who we are. And each reflection makes me like myself a little more. Elizabeth"
Quero rever "My blueberry nights". Estava aqui pensando que cada vez menos tenho me incomodado com os outros. Aqueles coisas que sempre me irritam nos outros: incompetência, arrogância, pretensão, vagareza. Por um lado é bom: sobra mais tempo e mais energia para me concentrar nas coisas que tenho que fazer - e não digo só em relação a trabalho - e nas pessoas que realmente importam para mim. Claro que isso também tem um lado ruim: fechar os olhos e se convencer de que o mundo é assim mesmoé meio triste, néam. Mas... "Sometimes we depend on other people as a mirror to define us and tell us who we are. And each reflection makes me like myself a little more". Viu como tudo está interligado? Heh.
Quero rever "My blueberry nights". Estava aqui pensando que cada vez menos tenho me incomodado com os outros. Aqueles coisas que sempre me irritam nos outros: incompetência, arrogância, pretensão, vagareza. Por um lado é bom: sobra mais tempo e mais energia para me concentrar nas coisas que tenho que fazer - e não digo só em relação a trabalho - e nas pessoas que realmente importam para mim. Claro que isso também tem um lado ruim: fechar os olhos e se convencer de que o mundo é assim mesmoé meio triste, néam. Mas... "Sometimes we depend on other people as a mirror to define us and tell us who we are. And each reflection makes me like myself a little more". Viu como tudo está interligado? Heh.
Coisinhas boas
Ando com vontade de ter um gato e um aquário, de pagar as contas em dia, de comer coisas gostosas e menos engordativas. Ando dormindo mais cedo, ando sem paciência para ver shows em pé, ando preferindo sentar e ficar de papo a ir para festas. Ando meio sumida, mas sempre acabo aparecendo.
:)
:)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Eu ia
Comentar o Tim Festival, mas ainda estou tão possessa com o novo prefeito do Rio que vou deixar isso pra amanhã, beijo.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Massa funkeira, não me leve a mal
Já fui a muita matinê, sei todas as músicas do MC Andinho, tenho CDs de Claudinho e Buchecha até hoje e adoro - mesmo, de coração bão - entrevistar MCs, gente como a gente que não tem estrelismo, não enche o saco e também não tem dinheiro pra pagar seus luxos no fim do mês.
Mas tem coisas que vão além da minha compreensão. Terça, 19h, chego a uma BUATCHY famosa, instalada no Centro do Rio. Entrevisto pela gazilionésima vez um DJ - o fato de ter falado com ele milhões de vezes e de sempre ter acompanhado tipos DE PERTINHO o que rolava no mundo funk acabou fazendo de mim uma pessoa que aparentemente (para o mundo) sabe algo sobre o assunto, apesar de contrariar o pensamento comum de que eu vou pro baile pra curtir o tamborzão (ou de-de-de sainha). Não vou. Sou indie, gente, me processem, adoro Carnaval mas vou pro samba sem saber sambar e só danço funk em fim de festa de casamento, já descalça e com a vergonha e a dignidade no lixo.
Daí a noite começa. Vejo um grupo de rapazes com a camisa pra dentro da calça - isso me dá ânsia de vômito. Vejo um grupo de periguetes aparentemente saídas da faculdade mais próxima. Vejo um sujeito fumando charuto, e penso "AI MINHA CALÇA LAVADINHA". Vejo garrafas de vodka sendo servidas (nas mesas alheias, e lamento por mim, obviamente). Vejo uma pessoa me dizendo "evitem fotos do público, hoje é a noite do perdido". Mermão, se é a noite da amante, que o maluco se entenda com a fiel depois. O problema não é meu, compreendido?
Daí uma dupla de irmãos apresentadores de TV dança com duas meninas no palquinho. Na platéia, uns playboys babam nas sainhas, de boca aberta. AI-QUE-NOJO. Saca aquele cara que você olha e pensa "ew, eu não pegaria, mas aquela minha prima patricinha sim"? Desse tipo.
Daí os MCs começam a cantar, eu começo a me entediar, um outro MC vem com aquela rima velha de arrancar cabaço e eu bocejo e penso "favor ouvir 'Chatuba de Mesquita', um dos maiores clássicos do funk putaria já feito, beijos". Uma menina tatuada grita freneticamente e finalmente descubro quem ela parece: Angélica Castro, travesti! Irmã gêmea. Juro.
Aparecem duas mulheres fruta. Os homens babam mais. Meu queixo cai e até acho graça. No meio disso tudo, tento fazer o que eu tenho que fazer e percebo:
1. Estou no lugar errado
2. O famoso apresentador arregaçou com meu dedo mindinho fo pé direito
3. As louras periguetes querem se exibir, mas não querem aparecer nas fotos
4. Um maluco bêbado quase arranca uma parte de uma mulher fruta a dentadas
5. Eu ainda lembro da versão do "Rap do Silva" feita no Enecom de 2001 em Brasília
6. Não importa onde se esteja, as pessoas SEMPRE vão se estapear por um salgadinho ou uma meia taça de champanhe
7. As matinês no Grajaú e na Tijuca eram mais divertidas
8. Alguns amigos facilmente passariam o rodo lá
9. Um cara que estudou comigo no segundo grau e era um magrelo feioso e nerd virou um bombadão de cordão de ouro e freqüentador da tal boate. Fiquei com cara de Q
10. PelamordeDeus, já deu meia-noite, chega!
Assim foi a minha noite, precisava dividir isso com vocês. Heh.
Mas tem coisas que vão além da minha compreensão. Terça, 19h, chego a uma BUATCHY famosa, instalada no Centro do Rio. Entrevisto pela gazilionésima vez um DJ - o fato de ter falado com ele milhões de vezes e de sempre ter acompanhado tipos DE PERTINHO o que rolava no mundo funk acabou fazendo de mim uma pessoa que aparentemente (para o mundo) sabe algo sobre o assunto, apesar de contrariar o pensamento comum de que eu vou pro baile pra curtir o tamborzão (ou de-de-de sainha). Não vou. Sou indie, gente, me processem, adoro Carnaval mas vou pro samba sem saber sambar e só danço funk em fim de festa de casamento, já descalça e com a vergonha e a dignidade no lixo.
Daí a noite começa. Vejo um grupo de rapazes com a camisa pra dentro da calça - isso me dá ânsia de vômito. Vejo um grupo de periguetes aparentemente saídas da faculdade mais próxima. Vejo um sujeito fumando charuto, e penso "AI MINHA CALÇA LAVADINHA". Vejo garrafas de vodka sendo servidas (nas mesas alheias, e lamento por mim, obviamente). Vejo uma pessoa me dizendo "evitem fotos do público, hoje é a noite do perdido". Mermão, se é a noite da amante, que o maluco se entenda com a fiel depois. O problema não é meu, compreendido?
Daí uma dupla de irmãos apresentadores de TV dança com duas meninas no palquinho. Na platéia, uns playboys babam nas sainhas, de boca aberta. AI-QUE-NOJO. Saca aquele cara que você olha e pensa "ew, eu não pegaria, mas aquela minha prima patricinha sim"? Desse tipo.
Daí os MCs começam a cantar, eu começo a me entediar, um outro MC vem com aquela rima velha de arrancar cabaço e eu bocejo e penso "favor ouvir 'Chatuba de Mesquita', um dos maiores clássicos do funk putaria já feito, beijos". Uma menina tatuada grita freneticamente e finalmente descubro quem ela parece: Angélica Castro, travesti! Irmã gêmea. Juro.
Aparecem duas mulheres fruta. Os homens babam mais. Meu queixo cai e até acho graça. No meio disso tudo, tento fazer o que eu tenho que fazer e percebo:
1. Estou no lugar errado
2. O famoso apresentador arregaçou com meu dedo mindinho fo pé direito
3. As louras periguetes querem se exibir, mas não querem aparecer nas fotos
4. Um maluco bêbado quase arranca uma parte de uma mulher fruta a dentadas
5. Eu ainda lembro da versão do "Rap do Silva" feita no Enecom de 2001 em Brasília
6. Não importa onde se esteja, as pessoas SEMPRE vão se estapear por um salgadinho ou uma meia taça de champanhe
7. As matinês no Grajaú e na Tijuca eram mais divertidas
8. Alguns amigos facilmente passariam o rodo lá
9. Um cara que estudou comigo no segundo grau e era um magrelo feioso e nerd virou um bombadão de cordão de ouro e freqüentador da tal boate. Fiquei com cara de Q
10. PelamordeDeus, já deu meia-noite, chega!
Assim foi a minha noite, precisava dividir isso com vocês. Heh.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Aguardem
Hoje fui ver "High School Musical 3". Merece um post a parte, juro POR DEUS.
Aguardem, já volto já, depois de falar com uma dupla sertaneja.
Sim, tirei o dia para tosqueiras ;-P
Aguardem, já volto já, depois de falar com uma dupla sertaneja.
Sim, tirei o dia para tosqueiras ;-P
sábado, 18 de outubro de 2008
Passou
É tanta coisa acontecendo que eu meio que dou tilt de vez em quando.
Hoje, para completar, é o almoço oficial de noivado da minha irmã.
Acho essa coisa de noivar de uma cafonice sem fim, mas como dizia meu padrasto para minha mãe, "você não deixa suas filhas terem sonhos românticos".
Bom, sonho romântico pra mim seria estar em Paris, e não noivar e casar de véu e grinalda, néam?
Mas enfim, hoje é o tal almoço. Berecnice segura, volto já.
Hoje, para completar, é o almoço oficial de noivado da minha irmã.
Acho essa coisa de noivar de uma cafonice sem fim, mas como dizia meu padrasto para minha mãe, "você não deixa suas filhas terem sonhos românticos".
Bom, sonho romântico pra mim seria estar em Paris, e não noivar e casar de véu e grinalda, néam?
Mas enfim, hoje é o tal almoço. Berecnice segura, volto já.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Gente que vai, gente que fica

Hoje estava trocando emails com um amigo e falamos sobre gente que se perde no vento, gente que deixamos para trás sem perceber e lamentamos, gente que deixamos para trás e seguimos em frente.
Nessas duas semanas tão turbulentas, reencontrei uma das pessoas mais importantes pra mim: a Cati. Ela foi minha melhor amiga durante os 4 anos de faculdade (e, milagre, continua na lista de melhores amigas até hoje. Sim, eu tenho 15 anos e ainda digo "minhas melhores amigas"). Aturou minhas maluquices, me deu teto, pizza e episódios inéditos de "Sex and the city", isso quando ainda era superblastercool assistir "Sex and the city". Completamente diferente de mim. Até hoje não sei como nos demos tão bem e como ela ainda não sentou a mão na minha cara.
Enfim, domingo passado foi aniversário dela e nem pude afofá-la ainda - eleições, almoço familiar, trabalho, plantão, essas coisas. Ela passou um ano fora e, quando chegou e me ligou, parecia que sempre esteve aqui, o tempo todo.
Tem gente que, perto ou longe, nunca fica pra trás. Catita, se eu pudesse te dava um filhotinho de lhama (é lhama esse bicho?) igual ao da foto de presente.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Troca de emails
Um amigo meu:
"Acabou que a mais importante fofoca da festa está na coluna do Joaquim, na primeira, à esquerda: das moças contratadas para dançar. Tinha me esquecido deste item. Tinha lá umas meninas muito bonitas, jovens, que tava na cara que nem eram do cinema e muito menos do jornalismo. Agora eu sei porque elas estavam lá."
Tati:
"o mundo tá perdido mesmo. tb li, fiquei chocada.
mas abre um bom precedente: aguardo o dia em que contratarão gentes pra pensar, fazer perguntas em debates, sei lá. seria a minha chance de faturar."
Um amigo meu:
"'Animador de papo'. Em determinada festa onde todos posam, de tatuador, DJ, designer, webdesigner, estudante de pós, mas ninguém realmente com capacidade de prestar atenção no que os outros estão dizendo"
Ficadica, beijosmecontratem.
"Acabou que a mais importante fofoca da festa está na coluna do Joaquim, na primeira, à esquerda: das moças contratadas para dançar. Tinha me esquecido deste item. Tinha lá umas meninas muito bonitas, jovens, que tava na cara que nem eram do cinema e muito menos do jornalismo. Agora eu sei porque elas estavam lá."
Tati:
"o mundo tá perdido mesmo. tb li, fiquei chocada.
mas abre um bom precedente: aguardo o dia em que contratarão gentes pra pensar, fazer perguntas em debates, sei lá. seria a minha chance de faturar."
Um amigo meu:
"'Animador de papo'. Em determinada festa onde todos posam, de tatuador, DJ, designer, webdesigner, estudante de pós, mas ninguém realmente com capacidade de prestar atenção no que os outros estão dizendo"
Ficadica, beijosmecontratem.
Que fim levou
Gosto de imaginar as coisas como cenas de um filme que nunca termina. Tá, é coisa de gente dramática e louca, mas eu sempre disse que vou virar uma velha esquizofrênica, por tendência e antecedente familiar. Heh.
Pensei "minha irmã vai casar", e lembrei de uma cena de "Em seu lugar", em que a personagem da Cameron Diaz lê um poema de e.e. cummings que eu adoro e que já foi citado em outro filme.
Sempre que vejo alguma foto atual ou que me perguntam como eu era na época da escola eu tenho essa mesma sensação de filme. Hoje, por acaso, vi um recado de uma amiga de infância que mora em Londres dizendo que achou fotos nossas da primeira série. Sim, de uns... 20 anos atrás.
Sim, nada está encadeado com nada, digressiono.
Pensei "minha irmã vai casar", e lembrei de uma cena de "Em seu lugar", em que a personagem da Cameron Diaz lê um poema de e.e. cummings que eu adoro e que já foi citado em outro filme.
Sempre que vejo alguma foto atual ou que me perguntam como eu era na época da escola eu tenho essa mesma sensação de filme. Hoje, por acaso, vi um recado de uma amiga de infância que mora em Londres dizendo que achou fotos nossas da primeira série. Sim, de uns... 20 anos atrás.
Sim, nada está encadeado com nada, digressiono.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Só por hoje
Tenho tentado repetir como um mantra "um dia de cada vez, um problema de cada vez".
Cada dia tento resolver uma coisa MUITO importante.
Vamos ver se até o fim do ano consigo. Toda errada mermo: todo mundo faz projeto de ano novo, eu faço projetos para o ano velho.
Bom, nunca disse que eu fazia sentido, beijos.
Cada dia tento resolver uma coisa MUITO importante.
Vamos ver se até o fim do ano consigo. Toda errada mermo: todo mundo faz projeto de ano novo, eu faço projetos para o ano velho.
Bom, nunca disse que eu fazia sentido, beijos.
Um dos motivos...
... que me fazem gostar de Bukowski:
" - Oh, deixe de viver sempre na defensiva! Nem todo mundo pode ser igual a você!
- Eu sei. É esse o problema deles."
"Hollywood", página 8.
" - Oh, deixe de viver sempre na defensiva! Nem todo mundo pode ser igual a você!
- Eu sei. É esse o problema deles."
"Hollywood", página 8.
domingo, 5 de outubro de 2008
Meu pai está doente. Posso passar um dia inteiro com ele, falar três vezes a cada 24 horas. No dia seguinte, ou duas horas depois, ele sempre vai dizer "quanto tempo, minha filha".
Hoje foi assim. No lugar onde eu costumava brincar de agarrar as pilastras e rodar, rodar, rodar até cair de tão tonta - ou até ele me pegar no colo, o que normalmente acontecia primeiro. Um dos registros mais remotos da minha infância.
"Mãe, lembra uma vez em que viemos aqui e demos de cara com meu pai?"
"Olha seu pai ali".
Magro, cabelos brancos e ralos, com ar de espanto, meio desorientado, calça jeans e camisa pólo, ele me beija e me abraça.
"Bom te ver, minha filha".
Bom te ver. Bom te ver. Essa frase está martelando na minha cabeça desde as três e meia da tarde. É o que ela diz - que ele ficou feliz em me ver. Mas também um pouco mais.
Pela primeira vez me senti uma completa estranha para o meu próprio pai.
Talvez seja por ele estar doente, talvez seja por eu estar emocionalmente devastada justamente por isso, por meu pai, o meu pai, estar doente. E também por tudo que acontece todos os dias e levianamente leva o rótulo de "é assim mesmo, é a vida", e sempre deixamos passar, mas que no fim das contas nos mata por dentro um pouco mais a cada dia.
Doeu. E doeu ainda mais por perceber que isso não tem retorno. E que o tempo das pilastras não volta mais.
E que nem 10 anos de terapia vão fazer essa sensação de estranheza passar. Ouvir meu pai dizendo "bom te ver".
Hoje foi assim. No lugar onde eu costumava brincar de agarrar as pilastras e rodar, rodar, rodar até cair de tão tonta - ou até ele me pegar no colo, o que normalmente acontecia primeiro. Um dos registros mais remotos da minha infância.
"Mãe, lembra uma vez em que viemos aqui e demos de cara com meu pai?"
"Olha seu pai ali".
Magro, cabelos brancos e ralos, com ar de espanto, meio desorientado, calça jeans e camisa pólo, ele me beija e me abraça.
"Bom te ver, minha filha".
Bom te ver. Bom te ver. Essa frase está martelando na minha cabeça desde as três e meia da tarde. É o que ela diz - que ele ficou feliz em me ver. Mas também um pouco mais.
Pela primeira vez me senti uma completa estranha para o meu próprio pai.
Talvez seja por ele estar doente, talvez seja por eu estar emocionalmente devastada justamente por isso, por meu pai, o meu pai, estar doente. E também por tudo que acontece todos os dias e levianamente leva o rótulo de "é assim mesmo, é a vida", e sempre deixamos passar, mas que no fim das contas nos mata por dentro um pouco mais a cada dia.
Doeu. E doeu ainda mais por perceber que isso não tem retorno. E que o tempo das pilastras não volta mais.
E que nem 10 anos de terapia vão fazer essa sensação de estranheza passar. Ouvir meu pai dizendo "bom te ver".
sábado, 4 de outubro de 2008
Esse refrão vai pra parede
Piada interna, mas é fato que vai. Uma das melhores do New Order, creio eu.
Take my hand
And don't let go
Trust this man
And let it flow
Don't take me down
Cause I'm not done
Don't steal my crown
Before it's won
The wide expanse
The wheel of chance
Will turn my way
The sky will not be gray
I don't wanna be like other people are
Don't wanna own a key, don't wanna wash my car
Don't wanna have to work like other people do
I want it to be free, I want it to be true
Take my hand
And don't let go
Trust this man
And let it flow
I've drank in every bar in town
I've filled my cup when I was down
I saw the things I wanted to see
Became the man I wanted to be
But then somehow I lost my way
I've got to get back there today
I don't wanna be like other people are
Don't wanna own a key, don't wanna wash my car
Don't wanna have to work like other people do
I want it to be free, I want it to be true
I don't wanna be like other people are
Don't wanna own a key, don't wanna wash my car
I lie awake at night, or wait until it's light
I want it to be free, I thought that I was right
I thought that I was right...
Take my hand
And don't let go
Trust this man
And let it flow
Don't take me down
Cause I'm not done
Don't steal my crown
Before it's won
The wide expanse
The wheel of chance
Will turn my way
The sky will not be gray
I don't wanna be like other people are
Don't wanna own a key, don't wanna wash my car
Don't wanna have to work like other people do
I want it to be free, I want it to be true
Take my hand
And don't let go
Trust this man
And let it flow
I've drank in every bar in town
I've filled my cup when I was down
I saw the things I wanted to see
Became the man I wanted to be
But then somehow I lost my way
I've got to get back there today
I don't wanna be like other people are
Don't wanna own a key, don't wanna wash my car
Don't wanna have to work like other people do
I want it to be free, I want it to be true
I don't wanna be like other people are
Don't wanna own a key, don't wanna wash my car
I lie awake at night, or wait until it's light
I want it to be free, I thought that I was right
I thought that I was right...
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