sábado, 27 de setembro de 2008

Deus Google da semana

- "pedidos de casamento": o tradicional "casa comigo?" é uma opção segura e sem erros.
- "mensagem para irma de sangue quase para ganhar nene": se ela está quase para parir, telemensagens podem provocar fortes emoções e quiçá acelerar o parto. Só não entendi o "irmã de sangue". É tão relevante essa informação a ponto de entrar na busca?
- "piranha bandida": antevejo um barraco em algum lugar, nem que seja virtualmente.
- "camiseta genial": adoro as usadas em "The big bang theory".
- "o desenho mais animado do mundo": alguém gosta de desenhos desanimados?
- "odeio moderação" - eu também. Vamos nos jogar!
- "significado talk nerdy to me" - mais uma vez: www.urbandictionary.com. Repetindo: www.urbandictionary.com.
- "todos dizem que ainda preciso crescer mas não sei o que quero ser" - gata, orientação vocacional. Procure o SOE da sua escola, beijos.

Do Festival do Rio

Já são uns bons seis anos de Festival do Rio. Tem gente que diz que sou maluca, que isso é uma doença e que eu devia me tratar. Mas poucas coisas no mundo me dão mais alegria do que passar um dia inteiro dentro do cinema. Vendo mil filmes, repensando cenas, pensando nos diálogos. Oquei, eu sou maluca. Mas é como disse outro dia: gosto tanto de apostar minhas fichas em algo que é melhor fazer isso com filmes, em vez de roletas, cassinos e rapazes que não prestam.
Também há quem questione o fato de se assistir a mais de 20 filmes em duas semanas. Eu lembro de cada detalhe dos filmes que vi, até dos ruins. Obviamente não lembro o ano de quase nada, mas uma data é só uma data, que diferença faz?
Momentos inesquecíveis: vários. Da sessão frustrada de "Mods", um musical tosquíssimo naquela saleta do Estação Botafogo - dormi de babar na poltrona. A sessão de "Ken park" no finado Estação Paissandu, onde, com dez minutos de filme, senhorinhas chocadas abandonaram a sala lotada. A sessão de "Encontros e desencontros" no Odeon, num domingo à noite - chovia litros e, depois de uma fila de hora e meia, vi o filme sozinha, pela primeira vez de várias (parei de contar na décima).
O finado Estação Icaraí, onde vi tantos filmes. A sessão de "Pieces of April" às onze da noite, na última noite de Festival. "Gosto de sangue", dos irmãos Coen, no Espaço Unibanco lotado. "Babussia", um filme russo que me fez chorar só com a sinopse - e mesmo assim fui assistir, e, óbvio, chorei com cinco minutos de projeção. Obscuridades maravilhosas, como "Conversations with other women", com o Aaron Eckhart, cujos diálogos já motivaram buscas ensandecidas (minhas, claro) no Google. "Para sempre na minha vida", "Dogville", "Pequena Miss Sunshine" - também na lista de festivais passados. "Pra que serve o amor só em pensamento?", um dos melhores títulos que já vi, melhor até que o filme. "Adeus Lênin" foi no Festival também? "Albergue espanhol", já tinha até esquecido!
Minha vida sempre se pautou pelos filmes que eu vi. E o festival faz parte disso. "Não, isso aconteceu naquele ano, porque eu lembro que foi depois da sessão de 'Elefante' no Paissandu" - substitua a sessão e o cinema pelo que quiser: sempre vai se aplicar à minha vida.
É por isso que eu amo tanto o Festival do Rio. Não pelos filmes iranianos ou pelas mostras inusitadas. É a desculpa perfeita para fugir do mundo e lembrar dessas apostinhas que, no fim das contas, acabam sendo a base da minha vida. Nem só de grandes decisões se faz um homem, né?

PS: Ressuscitei o blog da firma com umas coisinhas sobre o Festival. CORRÃO lá e comentem se quiserem. Nhá.

Eleições - oi?

Acho muito sintomático o fato de muita gente se interessar mais em saber se quem leva é Obama ou McCain do que com o fato de que domingo que vem decide-se quem vai mandar nessa bagunça chamada Rio de Janeiro. Uma coisa que muito me aborrece é o paternalismo dos candidatos. Acho que é uma coisa muito brasileira. Ninguém propõe nada de forma concreta: todo mundo apela para essa carência carioca/nacional de um xerife que resolva todos os problemas, como se estivéssemos ainda no Velho Oeste.
Eu, particularmente, detesto passar ali pela Pinheiro Machado e ver os banners dos candidatos. Crivella: "Vamos arrumar o Rio". Jandira: "Para cuidar da gente". Mermão, eu tenho pai e mãe, não preciso que ninguém cuide de mim, nem que arrume a cidade como se fosse uma caixa de brinquedos espalhados pela sala. Isso me irrita sobremaneira. No meu pensamento alienado tijucano, na parte que me toca, a única coisa que eu quero que um prefeito faça é garantir minha segurança e olhe lá. Não quero ser extorquida, não quero levar bala perdida, quero paz e tranqüilidade e o fim da aprovação automática - que não me diz respeito em nada, logo, nem teria o direito de palpitar, mas me irrita e ponto.

Tá muito esquisito isso. Eu, falando de eleições. Deve ser o plantão.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mas hein

Eu juro que tenho coisas mais interessantes a dizer (e boas notícias), mas dá um desconto: trabalhei de 10h às 22h, sonhei com minhas falecidas avós e fiquei feliz/triste, meu pai está dando alteração e minha irmã ficou triste, o que consequentemente me chateia (quem mexe com ela mexe comigo, só um aviso), e minha calça jeans preferida (e com o menor tamanho de todas no armário) não cabe mais em mim, soube ontem, fora as mancadas sentimentais de sempre. Então me deixem curtir uma noite de mimimi, que já volto gongando Deus e o mundo de novo. Gradicida.
PS: Corre lá no blog da Roberta e cata um post "Estou maluca", que é mais ou menos por aí.

"Se for assim, eu não ligo"

* Como dizia o cartaz da exposição a que eu fui hoje, pule esse post se você tiver problemas com mimimi, família ou afins. Grata.

Tive duas avós, e hoje não tenho nenhuma. E elas me fazem uma falta enorme. Sonhei com as duas essa semana, e foi tão real, tão vívido, tão claro, que achei que tivesse morrido.
E lembro de ter dito, no meu sonho, que se morrer fosse daquele jeito, eu não me importaria em morrer. Só para estar ali, onde eu estava.
Claro que não quero morrer. E tenho pavor disso. Mas nos últimos tempos, acho que esse sonho foi o mais próximo que cheguei de uma sensação boa e de um real momento feliz. Eu fui feliz ali, naqueles cinco minutos em que estava dormindo e sonhando com as duas. Muito mais feliz do que em muitas horas e dias e noites e anos acordada.
Saudade dói. E nunca passa.

O que faz a diferença

Uma coisa boa e uma ruim acontecem ao mesmo tempo. No mesmo dia. Na mesma hora.
Eu sempre vou me lembrar da coisa boa. Sempre.
E sempre vou lamentar o fato de o resto do mundo só lembrar da ruim.
Pode ser pollyanice, mas isso faz uma diferença enorme para mim.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Coisas que me deixam doente

Em homenagem à Bebela e à minha dor nas costas, coisas que me deixam doente:

- Gente gritando. Dói. De verdade. Sou meio surda, acreditem. Meu ouvido direito é uma bosta. E DÓI quando gritam. É uma coisa física mesmo. Meu ouvido já dói por causa da maldita mordida cruzada, então imaginem mordida cruzada + quase surdez + gente gritando. Eu quase morro.
- Quando acham que estou de coça e estou suando o rabo de trabalhar - silenciosamente, por email, por telefone, sem estardalhaço. Mas estou, e ninguém percebe, aí parece que estou de bobeira. Mas nem estou. Isso me acompanha desde 2001. "Você tem que aprender a fazer marketing pessoal", me disseram em 2005. Amigo, no dia em que eu precisar fazer propaganda de que estou fazendo o que sempre fui paga pra fazer vou achar que o mundo está mesmo perdido.
- Quando desconfiam de mim em questões relativas a dinheiro. Saca quando você vai entregar uma nota e te olham "Hum, mas deu isso tudo mesmo?". Não, eu sou pobre ou cleptomaníaca e preciso roubar cinco ou dez reais da firma. Fala sério. Já andei a pé por não ter dinheiro pra duas passagens de ônibus, já jantei maçã ou pão com queijo por ser dia 31 e estar dura, então não venha achar que estou levando vantagem em alguma coisa. Se eu quisesse mesmo roubar alguma coisa de alguém, já teria feito isso em situações piores. Nada me constrange mais do que dever dinheiro, embora isso seja uma constante na minha vida.
- Minutos de sabedoria: em "Bambi", Tambor já dizia. "Se você não puder falar uma coisa agradável, então não diga nada". Para falar asneira, é melhor não falar. Até eu, que sou linguaruda e dou palpite em tudo, tento pensar duas vezes antes de me arriscar em algo que não sei. Qualquer um pode fazer isso também.
- Quando acham que sou irresponsável. Posso ser maluca, gastadeira, descontrolada em todos os aspectos da vida, mas irresponsável eu não sou. Nunca fui. Nem pretendo ser agora.
- Gente que fala mal dos meus amigos. Só eu posso falar mal deles. O resto do mundo pode concordar, mas só quando eu estiver irritada com alguns deles e solicitar uma opinião.
- Gente que conscientemente põe os outros para baixo. Já passei por isso ("Você não vai passar", "Você não vai conseguir", fora os "você está isso" ou "você é aquilo", e, o pior, "quem escreveu esta merda de matéria? Tá tudo errado, refaz, dá teu jeito"), o que, claro, explica muita coisa a meu respeito. Inclusive o fato de abominar quem tem esse tipo de postura.
- Indefinição alheia. Quer, quer, não quer, não quer. A vida é prática, eu nem tanto, mas situações indefinidas me deixam doente.
- Tomar decisões importantes e referentes a trabalho e/ou dinheiro. Se eu pudesse, deixaria minha mãe fazer isso por mim anos a fio.
- Saudade. Do que foi e também do que podia ter sido, sempre.

domingo, 14 de setembro de 2008

Eu juro...


... que não sou débil-mental ou retardada, mas eu acredito em horóscopo. É sério. Da mesma forma em que minhas amigas vão à cartomante e dizem que para elas não funciona e para mim funciona, sempre acho que o horóscopo bate. Na verdade, o horóscopo é a manifestação mais rasa de algo em que eu acredito: que se não acreditarmos em alguma coisa, mermão, ferrou-se tudo.
Então, sempre que estou na pior (quem me dera que fosse em Paris ou em Londres, valeu George Orwell, mais um livro que jaz sem ter sido terminado na minha estante), fico pensando que não é possível que vá ser assim sempre, e que em algum momento a maré tem que virar.
Então, como eu acredito, acabo acreditando no horóscopo. Eu também acredito que as pessoas são legais até que se prove o contrário, eu acredito em segundas chances, eu acredito que guardar raiva dói, qu acredito que relevar e perdoar é uma arte pouco exercitada, e que o mundo é um bom lugar e que ainda vou dar certo na vida. Essas coisas (apesar de duvidar disso tudo ocasionalmente).
Mas essencialmente eu acredito, seja no que for, e é isso que me faz otimista demais - se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi (adoro o Rei, me processem).

Mas voltando, eu acredito em horóscopo por tudo isso e por não conseguir não acreditar nas coisas. Fé é uma das palavras mais cafonas que conheço, mas basicamente é isso. Call me Pollyanna, mas eu acredito e que se dane, posso continuar me ferrando por isso, mas pelo menos, como diz um amigo meu, há humanidade nisso.

Ahn, a previsão do horóscopo para os nativos de Peixes neste domingo: "Sentir medo não é sinal de coisa alguma, apenas é a reedição do que você sempre fez. Acontece, apenas, que o momento atual não se pode comparar com nenhum dos que você experimentou até agora e, por isso, o medo se mostrará inútil".

(No YouTube, "I'm a believer", claaaaaro)

sábado, 13 de setembro de 2008



i'm already dead.

In the valley between intent and deed

Tava pensando outro dia que boa parte das minhas questões se devem ao fato de nunca ter sido uma coisa ou outra. Sempre fiquei bem no meio de tudo, o que acabou fazendo com que eu ganhasse uma posição muito confortável para observar os outros, mas incapaz de perceber onde eu mesma estava.
Nunca fui rica, mas nunca fui pobre. Nunca fui magra, mas também nunca fui gorda. Nunca fui bonita, mas também nunca fui feia. E por aí vai. Eu nunca fui várias coisas, e me dar conta do que eu era, isso sim era o mais difícil. Veja, é fácil julgar os outros de onde estou, mas também é difícil se afirmar como qualquer coisa quando se está exatamente no meio de tudo.

Nem sei porque diabos lembrei disso agora, acho que foi porque ouvi "Maybe this time", do Ok Go, e fiquei com a frase do título do post na cabeça.
E também porque estava relendo "A paixão segundo GH" pela gazilionésima vez.

Já volto à programação normal.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Deus Google da semana

"peito coçando" - para mim é dinheiro, para meu amigo L. é sujeira mesmo.

"por que me dá branco?" - eis uma pergunta que eu sempre fazia antes das provas de Física e Química.

"expressões em inglês" - www.urbandictionary.com

"perguntas para uma mulher" - gente, começo a ter pena desse sujeito. Ele SEMPRE pergunta a mesma coisa. O que perguntar a uma mulher? Depende de suas intenções.

"amarena sorveteria copacabana" - esquina da Barata Ribeiro com a Santa Clara. Peça o de amarena ou o de caramelo.

"pernas de fora" - verão chegando, né?

"sacolé de caipirinha" - na Lapa tem!

"fotos russas novinhas" - you fucking perv!

Nem tudo é glamour

Ia escrever sobre o GAS Festival, sobre "Ensaio sobre a cegueira", sobre mil outras coisas mais aprazíveis, mas quando meu humor vai pelo ralo minha vontade, além de matar um, é espancar meu teclado para ver se meu descontrole passa.
Tudo por causa de uma pobre alma mesquinha. Juro que tento não desejar o mal a quem quer que seja, mas em certos casos, ter bons sentimentos por pessoas ruins é realmente muito difícil.
Já volto.