domingo, 31 de agosto de 2008

Shopgirl

"As Ray Porter watches Mirabelle walk away he feels a loss. How is it possible, he thinks, to miss a woman whom he kept at a distance so that when she was gone he would not miss her. Only then does he realize that wanting part of her and not all of her had hurt them both and how he cannot justify his actions except that... well... it was life".

Poucas são as coisas na vida que eu amo mais do que boas citações e roteiros de filmes.

sábado, 30 de agosto de 2008

Direto da Lapa

Estou debaixo do meu edredom vermelho e fofinho, de longe a melhor compra deste ano, quando meu celular apita.
- Estou na Lapa, e você, chuchu?
Ignoro. O treco apita de novo.
- Sai da toca, é sua folga, me liga a cobrar!
Ligo aos risos e é A., cheia de fogo, direto da mesa do bar X.
- Jantamos, eu e M., como pessoas civilizadas, e agora vamos para o show. Ponha sua saia jeans e suas botas pretas e venha para cá.
Nego o convite, já que amanhã é dia de almoço familiar. Ela continua:
- Estamos gongando todos aqui!
Aí não me segurei e dei a dica:
- Procura um garçom com um WALESKA (mudei o nome para preservar o rapaz, vocês logo vão entender) tatuado no braço. Outro dia estava aí num mesão e não lembro quem ficou dando mole para ele.
A. responde:
- Mas ele tem seu valor, hein?
O que ela, professora de inglês, não sabia, era que...
- Lembra do garçom que anotou um BRAUNI na minha comanda? Foi ele.
- ...

O dia do brauni foi muito engraçado. Melhor que isso só A. pedindo gim tônica, e ele dizendo que a casa só tinha refrigerante.
A partir daí, passei até a simpatizar com o WALESKA. Fato que no dia do mesão eu só chamava o cara pela nome da tatuagem, e nunca pelo dele.

Oquei, passou o mimimi

Tava aqui respondendo email de Arnie quando tive uma epifania.

"O fato de NÃO ir onde disse que ia é quase tão característico meu quanto vc dormir em mesa de bar. é sério: eu raramente estou onde me comprometo a estar"


Eis uma das dez leis essenciais da natureza. É sério, não é por maldade: eu realmente acho do fundo do meu coração que serei capaz de fazer o circuito Flamengo-Lapa-Humaitá numa noite. Ou Copacabana-Ipanema-Niterói, para citar casos recentes. E acabo NÃO indo em NENHUM dos lugares que tinha me comprometido a ir. É quase patológico. Eu NÃO consigo cumprir meus planos mentais. É mais forte do que eu. Como diria Maria Olívia, "por que será que sempre tem alguém puto com a Tatiana?". Esse é sempre um dos motivos. Mas o engraçado é que mesmo com raiva as pessoas sabem que não é por mal.
1. Eu não sei dizer não.
2. Não consigo recusar convites.
Daí tento administrar tudo e, claro, não funciona.

Enfim, a nota engraçada do meu dia até agora, antes que Maria Olívia diga "nem falo mais nada", André diga "que vergonha" e minha mãe ligue reclamando "cadê você?".

Sim, eu tinha um aniversário familiar para ir além-ponte e estou em Copacabana ainda. Típico :)

Juro

É em horas assim que eu MORRO de saudades da minha avó. Ela era a única pessoa que não me perguntava nada, não me cobrava nada, não se espantava com nada.
Eu podia chegar da escola e dizer "estou sem fome" (eu, sem fome? Isso é possível?): ela não diria nada, só guardaria o lanche.
Eu podia acordar cedo, correr para a cama dela e dormir de novo: ela não perguntaria nada.
Eu podia deitar no colo dela, no sofá, e chorar por tudo e por nada: ela não faria nada além de passar a mão no meu cabelo. E me deixaria chorar até cansar, ao contrário da minha mãe, que diria (e diz) "engula o choro, porque você não tem motivo pra chorar".

Às vezes é tão bom saber que existe alguém que te entende incondicionalmente. Mesmo sem entender.
Saudades da minha vó. Saudades de poder sentir qualquer coisa sem ter que dar explicações. Ou buscar explicações.

Hoje mesmo

Estava no metrô pensando "nossa, como a vida é estranha". Nada casa com nada. Quando a vida profissional está meio lá e cá, a pessoal vai ótima. Aí a profissional melhora e a pessoal fica uma bosta. Culpa minha, em parte. Há quem diga que eu peça desculpas demais por tudo (já nem lembro mais, de tanta gente que me disse isso). Mas PERDÃO, eu sou educada, fui adestrada criada assim. No estilo "sorry to interrupt but...". É sério, se VOCÊ esbarra em mim, EU peço desculpas. Chega a ser engraçado.
Daí que passei minha tarde de folga lendo o blog de "Ensaio sobre a cegueira", filme que vi nessa semana (comento demais), e achei curioso (e simpático) o complexo de inferioridade de Mark Ruffalo. Li isso logo depois de uma amiga dizer "Tatiana, você é foda, o que te mata é esse complexo de inferioridade" (também já nem lembro mais quantas vezes ouvi isso, de tanta gente que me disse na vida a mesma frase). Nem preciso dizer que Mark Ruffalo virou ídolo. Heh.

Daí depois de olhar pela janela pensei "adoro dias de sol, mas a ilustração perfeita do que eu sou é esse dia meio cá meio lá que se anuncia" e lembrei daquele filme do Peter Jackson, com a Kate Winslet, "Almas gêmeas" (acho que de vez em quando o SBT reprisa aos domingos). E nas perguntas que tenho que mandar pro diretor do filme do Mark Ruffalo. E lembrei do Gael. E da foto com ele. E fiquei tentando lembrar qual filme mesmo era esse. E lembrei que tinha pedido o livro emprestado pra alguém.

Mil associações, socorro!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

I'm too busy writing our tragedy

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dos oráculos

Sério, se existem algumas coisas que funcionam como oráculos no mundo, estas são:

1. Minha mãe
2. Meu iPod
3. Entrevistados
4. Personare

1. Se ela diz "leva o casaco", esfria. Se ela diz "leve o guarda-chuva", chove. Se ela diz "você está abatida", eu caio de cama. Se ela diz "não cansou de comer torradas?", imediatamente me olho no espelho e acho que engordei.
Você argumenta: "ora, as duas últimas coisas são indução".
Eu respondo: tá, mas e no tempo, ela manda? Ela controla as chuvas?

2. Entro no ônibus e ligo o iPod. Pode apostar, a primeira música que ele escolhe (sim, eu acredito no shuffle) SEMPRE tem a ver com o que eu estou pensando.
Você argumenta: "claro que vai ter a ver. Você encheu o iPod de músicas que gosta e que PARECEM com você".
Eu respondo: tá, mas EHY THE HELL num dia toca uma música alegre e outra triste? Como o iPod "sabe" que eu estava cantarolando Death Cab for Cutie antes de sair de casa? Ou que eu estava pensando em algo parecido com aquela música?

3. De vez em quando isso acontece: entrevisto umas pessoas que falam umas coisas que me deixam encafifada. Meio biscoito da sorte, saca? Parece até encomenda. Tipo o rapper que falou que era feliz, e o moço que sem saber absolutamente nada de mim mandou um "as pessoas têm que parar de reclamar, têm que clamar por coisas boas, etc". Oi? Isso depois de um período em que o que mais fiz foi reclamar da vida e ficar mimimi me lamentando.
Você argumenta: "cada um entende o que quer entender do que o outro diz"
Eu respondo: dane-se, a repórter sou eu, não tenho culpa se NEM perguntei nada e a pessoa me diz uma coisa relevante A NÍVEL DE pessoa física, e não jurídica.

4. Eu tenho medo do Personare. Ele sempre acerta.
Você argumenta: "Tatiana, você é uma louca completa E retardada, ninguém no mundo crê em horóscopo".
Eu respondo: é? Vai lá fazer uma pergunta então e depois passa aqui, ESPERTÃO.

Meet the drama queen

Sou mestra na arte de fazer drama. Juro que não é por mal, sou meio neurótica mesmo com algumas coisas. Obviamente que, cientes do fato, meus amigos me sacaneiam até não poder mais. Fingem que estão falando sobre algo sigiloso e que não podem me contar. E por aí vai.

Todo esse mimimi porque eu esperava uma tragédia se configurando no horizonte e já sofria por antecipação (na hora da real tragédia, creiam, não vou sofrer um segundo). Daí que voilá, estava tudo perfeito, céu de brigadeiro.
Vai entender. Digo, vai me entender.
Mas até que entendo, essa coisa de criar expectativa demais atrapalha. "Mas também não precisa criar expectativa de menos, Tatiana".
Eu sei, gente, eu sei. Nhé.

Oieam

Eu sou a única a me emocionar em casamentos? Pode ser nos cafundós de São Gonçalo, na Lagoa, no Alto da Boa Vista ou até em Volta Redonda, acabo me pegando impressionada com a capacidade alheia de acreditar na concretização desses sonhos românticos. Não recrimino: acho até bonito, de verdade. Acho graça porque meu padrasto reclama que minha mãe não me criou com esse objetivo - sempre ouvi "minha filha, você tem que estudar, trabalhar, ter sua vida, viajar pelo mundo, ter sua casa, casar é detalhe", assim como sempre escutei (e concordei com) "fazer festa pra que? Pega o dinheiro, dá entrada num apartamento, ou então faz uma mega viagem". E sempre achei, e continuo achando, que isso faz muito sentido.
Mas por exemplo, pegue minha amiga M. Ela foi criada para isso. Era o sonho da vida dela. Não entendo, porque não me identifico com essa coisa toda, "casar é a coisa mais importante da minha vida". Ugh. Mas na hora do vamos ver, lá vem a noiva toda de branco, a retardada aqui fica com os olhos cheios d'água. Só não chorei pra não borrar o olhão preto. Aliás, melhor coisa pra não chorar, vou passar a ver filmes maquiada. Tá, exagerei agora, perdoem.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

b. diz:
aí eu tava achando muito absurdo um cara altos gatiho que nem ele me dando mole
b. diz:
nem acreditei, né?
Tati diz:
haha, síndrome de vira-lata de brasileiro!
b. diz:
fiz a comportada pq achei que devia estar SOB EFEITO DE DROGAS
b. diz:
HAHAHAH
b. diz:
MUITO BOM
b. diz:
meo, ele só podia ter usado DOGRAS
Tati diz:
HAHAHAHA, b., puta que pariu, te amo, cara.

Eu quero

Umas 20 horas de sono a mais, quentinhas do forno?
Gradicida.
GOOD THINGS HAPPEN FOR THOSE WHO WAIT.

and i wait.
and i wait.
and i wait.

um dia ainda canso. mas não consigo deixar de esperar.
e espero.
e acredito.
não devia, mas acredito.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fuçando arquivos



"i used to think about one day not telling anybody and just taking off and going to some random place... it would have to be some totally average day when nobody was expecting it, and I'd just disappear and they'd never see me again"


PRECISO
reler e rever "Ghost world". Como diz J., eis aí um livro e um filme descaralhante. Dia desses roubei o DVD de Arnie, de brinks mesmo, só pra ver se o gajo dava falta. Pior que deu antes do que eu pensava, e devolvi sem rever. Tinha uma cópia em algum lugar, que deve ter se perdido nas idas e vindas entre o Flamengo, Niterói e Copacabana. Fato que adoro o Daniel Clowes e tenho sentido falta dos meus quadrinhos. Ver "The Clone Wars" fez meu lado nerd que hibernava acordar. Alou querida dona Érica Angélica, favor devolver minha HQ na recepção niteroiense? Grata :)

Oquei, estou MEGA referencial hoje. Mas já cantava o Dresden Dolls: "and please don't tell me not to reference my songs within my songs". Heh.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Livros que viraram filmes que eu quero ver

Um dia, há alguns bons anos, eu tomei um enorme pé na bunda. Doeu tanto que eu só fazia chorar. Almoçava e chorava. Tomava banho e chorava. Batia matéria de dança e chorava - aí com dois bons motivos, porque bater matéria de dança é um saco mesmo.
Cansada de me ver com olheiras, uma amiga do *localdetrabalho* disse "toma, pára de chorar, não aguento mais isso, leia esse livro".
Ressabiada, pensei que estava no fundo do poço mesmo. Alguém me oferecendo livro de auto-ajuda? O próximo passo seria ler Paulo Coelho.
Mas voilá, amigas donas de casa, não era auto-ajuda! Era uma palhaçada sem fim. Ri tanto que até esqueci do débil mental que me chutou por alguns dias. E fiquei feliz da vida quando descobri que "Ele simplesmente não está a fim de você" ia virar filme.
Obviamente que a trama deve ser bem diferente do livro. Os autores, Greg Behrendt e Liz Tuccillo, eram roteiristas de "Sex and the city" (eita, empregão) e usaram histórias das amigas para ilustrar o que a gente sabe imediatamente: quando o cara simplesmente não está a fim. A vida é dura, a realidade também, mas o livro é MUITO engraçado e vale a pena mesmo se você, amiga de casa, ainda não levou um pé na bunda. Dá para ler um trechinho bem aqui - leia e creia, é bom estar preparada para o dia em que um pé tamanho 42 vai encontrar a sua calça jeans tamanho 38, 40 ou 42.


O filme acabou de ser rodado e tem a musa Scarlett Johansson no elenco, além de Drew Barrymore, Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Ben Affleck e Justin Long. Imagine os salários. Nah, não imagine. Assim você também não pensa no seu.
O diretor, Ken Swapis, é o de "Ele disse, ela disse", com o Kevin Bacon (tá, ele dirigiu episódios de mil seriados, como "The office", mas é muito melhor lembrar das quase toscarias dos nossos currículos, não?). O imdb não adianta nada sobre o filme (custa atualizar? Custa?), mas o MSN diz bem por alto a sinopse: "a woman who can't seem to get a grip on the men in her life pursues an advice columnist who never quite knew what he wanted in a relationship".

[adendo] A estréia parece que está marcada para fevereiro do ano que vem - como as coincidências bizarras são minha especialidade, se estrear no fim de semana do meu aniversário devo considerar um presságio bom ou ruim? Heh.

Estou frustrada

Sem trocadilhos, eu juro: nessas olimpíadas, ainda não vi o salto com vara.
Sério, junto com aquela prova em que o sujeito corre e se joga longe na areia, cujo nome eu esqueci, o salto com vara é uma das minhas modalidades olímpicas preferidas.
Além do arremesso de discos. Cadê? Cadê?

Não vou ao show, mas tá valendo!

If I told you things I did before...

Tô animada de novo pra tudo. Culpa do verão antecipado. Vamo que vamo!

domingo, 17 de agosto de 2008

Da recorrência

11 DE JULHO DE 2006.
"Note to self ou 'Regras para o bem viver'.
Never forget who you are. Eu, por exemplo, serei sempre a tijucana que gosta de ir ao cinema de metrô e que paralisa diante de decisões traumáticas como 'sorvete de quindim ou de coco', 'sapato vermelho ou sapato preto' ou 'Madrid ou Barcelona'.

And I feel fine pra caralho por isso."

Cara, é muito bom ver que o blog muda, os anos passam (time is never time at all, you can never ever leave without leaving a piece of youth), mas o que se tem de bom não muda.

Pensando alto

ALICE: I don't know when your moment was, but I bet you there was one. I'm gone.

Sim, esse filme é quase um oráculo.

Como essa história termina?

Por conta do *localdetrabalho*, recebi o "Almanaque do rock", da Ediouro. Dei uma lida nas páginas mas, claro, fiquei curiosa para ver quem figuraria na lista de bandas relevantes dos anos 90 para cá. É engraçado ver tudo bem explicadinho, quase de forma didática mesmo: "o indie surgiu nos anos tal e tal, as bandas tal e tal foram os expoentes do movimento...". Pô, nós vivemos essa coisa toda, néam, amigas donas de casa, normal querer ver. Daí pensei "e pra atualizar essa bagaça? Daqui a três meses já vai ter outra banda nova bombante salvadora do rock". Pararam em Cachorro Grande e Pitty, mas o autor, Kid Vinil (entrevistei o cara), disse que queria ter incluído umas coisas mais recentes, tipo Vampire Weekend. Achei trends.

*********

Daí tenho que resenhar o CD do Rappa. Pelo menos vou poder dizer que é ruim. Ô bandinha que já deveria ter acabado. Acho uó. Entrevistei o Yuka uma vez e, de boa? Não gostava muito da banda antes, mas que ele faz falta, isso faz.

*********

Chega de falar de mim, bora trabalhar que quero ir pra rua e ter uma vida neste domingo ainda.

Já que voltei no tempo

Uma das minhas músicas preferidas até hoje, de quando eu ainda dançava até de manhã segurando copos com bebidas coloridas na Casa da Matriz.
Algumas coisas mudam, mas nem tanto :)


Time, this tricky little bitch

Outro dia estava em SP, encontrei S., daí fomos parar na casa de B., e C. estava lá, e fiquei pensando: nossa, conheço essas pessoas há quase 10 anos. Aliás, ano que vem fazem 10 anos que entrei na faculdade. ASSUSTADOR.
Em 2000 (ou 2001?), eu tinha mais cabelo e menos peso, S. tinha menos peito, B. tinha menos peso - C. nem mudou muito.
Mas é engraçado isso, time, this tricky little bitch. O tempo voa e a gente nem vê. Coisas que eram importantes hoje nem são mais, coisas que hoje são importantes naquela época nem passavam pela nossa cabeça.
We're getting old, and I feel fine.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O mundo do Prezunic

Eu zôo, mas às vezes me divirto com o povo do trabalho.

- Olha a Carolina Dieckmann! A gente SIMATA e gasta os tubos pra fazer festinha pro filho num sábado à noite e a vaca faz o aniversário de um ano da criança na QUINTA à tarde! É rica e ainda economiza no buffet!

:-)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Coisas de Bebela

Bebela é a trainee que adotamos aqui no *localdotrabalho*. Educada, simpática e ciente dos deveres do trainee - "tá errado até quando tá calado" - , Bebelinha (sou babona) faz aniversário hoje e tá com um blog. Bem aqui.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Coluna "Utilidade pública da semana"

Motivada pelas buscas insólitas, comentei com Liv e Arnie que ainda hei de listar TODOS os telefones de TODAS as lojas do Big Bi na cidade. Mas enquanto não termino a compilação, nem disponibilizo o trote da Tatiana (o qual desconheço), duas ajudinhas rápidas para o incauto internauta.

* "Quem duvida da dúvida também tem" - é um verso de uma música do Engenheiros do Hawai, finada banda dos anos 80.

* "ausência do sentido está o sentido" - trecho mal-escrito de um trecho de "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector. Copie o correto e arrase no seu trabalho escolar:

"Só depois é que eu ia entender: o que parece falta de sentido - é o sentido. Todo momento de “falta de sentido” é exatamente a assustadora certeza de que ali há o sentido, e que não somente eu não alcanço, como não quero porque não tenho garantias."

domingo, 10 de agosto de 2008

I must be strong and stay an unbeliever.

My boy is just like me

O olharzinho desconfiado é igual, a despeito dos centímetros de diferença entre nós dois. J. é meu irmão mais novo - 12 anos mais novo, para ser precisa. E me alegra e me dói ao mesmo tempo reconhecer tanto de mim nele. O olhar, os gestos, a voz que começa gentil e daqui a pouco já está estridente, comendo as palavras, ou o choro involuntário na hora da raiva e da irritação.
My boy is just like me. E quando ele me diz "Tati, vamos juntar dinheiro para comprarmos a guitarra do 'Guitar hero' e jogarmos juntos?", ou "Tati, você é a irmã mais bonita que eu conheço", a vontade que me dá é de beijar e abraçar aquele menino e protegê-lo de todos os problemas e de todas as questões do mundo. Porque ele é tão grande e tão delicado, ele é tão forte e ao mesmo tempo tão pequeno - e eu sei que, assim como o mundo lá fora me atropelou, o mesmo vai acontecer com ele, cedo ou tarde.

Sei que não posso fazer muito, mas faço o que eu posso. E não consigo evitar uma pontinha de orgulho quando ele diz que seu solo de guitarra preferido é o de "Iron man", do Black Sabbath, e que quer assistir "O sétimo selo" só para ver a morte jogando xadrez.

E, sorrisinho satisfeito (o meu), quando ele ouve "Ava adore", do Smashing Pumpkins, e diz "adoro essa música".

Sensação de dever de irmã mais velha bem cumprido :)

A arte de distrair a cabeça

Desde pequena eu sempre fui extremamente ansiosa. Mesmo. Muito. Dormir antes de viagens da escola para mim era tarefa impossível. Antes do primeiro dia de aula também. Depois das minhas festas de aniversário, eu também não conseguia dormir porque ficava pensando que as pessoas ainda estavam lá, me processem.
"Mas que grande merda, hein?", você há de pensar. É sim. Ansiedade é algo que incomoda, minha gente. Mas como fui muito bem criada na Grande Tijuca, ainda consigo controlar esses impulsos que me deixam completamente PARALISADA diante de algumas questões. Tipo quando se recebe duas propostas de emprego (não é o caso agora, mas olha, se você aí quiser me fazer duas propostas de emprego eu JURO que vou analisar com todo o carinho, amo muito tudo isso). Eu fico em PÂNICA. Porque começo a pesar os prós e os contras de TUDO. Sacou COMO FAS? Você vai pensando e analisando e quer resolver logo e não consegue. Porque continua pensando e listando mentalmente as coisas e ansiedade batendo e a vontade que dá é de sair correndo e se bater numa parede acolchoada (já fiz isso, não numa situação dessas, mas recomendo fortemente, é divertido litros, mas não tentem em casa, crianças).
Ou quando se está procurando apartamento. Até decidir vir para onde estou morando hoje foi um questionário do tipo TEM ISSO - CHECK na minha cabeça. Sério, não sou maluca, sou só ponderada, embora não pareça.

Todo esse rodeio só para dizer que o remédio perfeito, nessas situações, é a arte de distrair a cabeça. Porque senão a ansiedade vem e CRÉU, tô ferrada e pensando em todas as decisões que preciso tomar e coisas que preciso fazer em um looping infinito.

A prova cabal da minha ansiedade: preciso ir para a casa do meu pai e PACIÊNCIA ZERO para minha madrasta barraqueira. Daí Tatiana senta, escreve sobre isso, respira melhor (oquei, essa parte é por causa do Fluimare e do Busodin, um viva para os sprays nasais), decide que roupa usar e se arma do seu melhor sorriso. Viu? Funciona. Heh.

***

Sim, eu sou Pollyana e sou feliz assim. Tudo sempre deu certo, porque agora não daria? Definitivamente "why does it always rain on me" não combina comigo. Então bora lá, um dia de cada vez: se hoje está chovendo, pelo menos posso tentar me trancar no quarto e morrer de jogar Playstation com meu irmão metaleiro de 14 anos :)

sábado, 9 de agosto de 2008

Olimpíadas do Faustão


Não tenho o MENOR saco para acompanhar os jogos internos do Colégio da Companhia de Maria jogos olímpicos. Acho que desde as Olimpíadas de Barcelona, que aconteceram em horário decente e tinham uns gatinhos nas equipes de vôlei por aí (além de ter sido capa da revista Capricho), não acompanhei com afinco mais nada. Não tenho a menooooooooor paciência para esportes *bocejos* tipo badminton e afins. Confesso que adoro toscarias como salto com vara (sem trocadilhos) e arremesso de discos, mas oi, é o tipo de coisa que todo mundo gosta de ligar a TV e falar "olha que legal, salto com vara, ctzzzzzzzz". Ninguém fica acordado pra VER o salto com vara, muito menos essa bagaça de seleção de futebol feminino, menos ainda para depois dizer "ói que legal, o Brasil tem mais medalhas que o TURCOMENISTÃO no quadro geral de premiação".

Mermão, bocejei LITROS pra Beijing. Ontem na redação paguei de mal humorada porque DE BOA, ninguém merece a TV ligada o dia inteiro com aquela musiquinha "ting-ling-ling" de fundo. Se eu quisesse ouvir música da China eu catava meu Atari velho e ia jogar o joguinho do equilibrador de pratos, que é MUUUUUUUITO mais divertido (ficaadica, aliás, de boa opção pra esporte olímpico típico na China). Isso que sem contar que por causa dessa palhaçada de jogos do outro lado do mundo a equipe está desfalcada e tá todo mundo no se vira nos 30 mode on. Taí, a equilibradora de pratos SOU EU!

Em homenagem a Beijing, o vídeo das pombas queimando em Seul, valeu Diego Maia, jeteime por isso.

meldels

Essa semana estava conversando com J. e L. (oi, agora me conta uma novidade) e comentando que um tio meu estava com tuberculose. Além do estranhamento inicial - quem hoje em dia ainda pega tuberculose? -, o papo evoluiu para o surto de pneumonia que se alastra por esse Rio de Janeiro de meu Deus. Não sou hipocondríaca mas minha mãe é tijucana, o que em termos de regionalismos equivale quase que a uma mãe judia de seriado do canal Sony. Estou espirrando e ela já diz "saúde, vá ao médico". Tenho uma dor de estômago e ela já vaticina "sua gastrite está em metástase", e por aí vai. Mas enfim, a pneumonia é um surto na cidade e, além do meu padrasto (este sim um hipocondríaco por natureza, capaz de fazer 10 exames diferentes em 15 médicos diferentes só para comprovar que o seu diagnóstico da sua própria enfermidade estava correto), mais dois ou três conhecidos da família estão com pneumonia, incluindo aí uma criança.
Daí vou no Globo Online e vejo que o Bernie Mac morreu... De pneumonia. Tipo que nos Estados Unidos gente rica ainda morre de pneumonia? Assustador. Acho que preciso ouvir mais minha mãe mesmo.

Pra quem não lembra, Bernie Mac era aquele sujeito engraçado de "As panteras detonando" - na real, aquele cara que todo mundo olhou com cara de Q quando ele assumiu o papel que foi do Bill Murray no primeiro filme da so-called série.
Sim, eu adoro filmes inúteis.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Houston, we have a problem

Tenho um sério problema: falo demais. Pior: dou papo para qualquer pessoa. De crianças em fase de alfabetização a senhoras exóticas de Copacabana, tendo a não conseguir não falar quando me é dirigida a palavra.
Sendo assim, imagine como é quando preciso entrevistar anônimos. Pode apostar, a história deles quase sempre é mais interessante que a do ator da novela das oito. Daí eu faço uma pergunta, faço outra, quando vejo já estou chamando a dona da barraquinha de angu do lugar onde estou fazendo matéria de "menina!", o o sujeito que tá lá dando seu testemunho de fé pra matéria já me chama de Tati, e dali para estar aceitando o churrasco do cara é um pulo.
E creiam: sou uma das pessoas mais tímidas que conheço. Mas para ouvir histórias dos outros vale correr o risco de responder a qualquer pergunta, ou puxar qualquer assunto.

Ahn, sim, minha mãe ainda é pior. Ela é do tipo que PUXA o assunto no ponto de ônibus. Quando crescer, não duvidem, vou ficar igualzinha. Heh.

Ficadica

Sei lá

Oquei, tô diarinho total, perdão. Viva a minha vida (a que não aparece aqui, a do cotidiano, a da pressão, das dúvidas, dos questionamentos profissionais e, claro, com algumas coisas bem boas e bastante felizes no meio) e você vai entender porque eu realmente ainda não consegui comentar os últimos filmes que vi, as últimas coisas que li... Juro que eu quero. Passamanhã.
Sempre lembro de "A estranha família de Igby" (adoro esse filme!). O pai (preguiça de Imdb, perdoem mais uma vez) solta uma frase que, pra mim, é genial. Sim, eu coleciono citações de filmes: "Sometimes, I feel this big, huge pressure over me".
É isso.
Nessas horas, em que a realidade chega socando ma boca do estômago, eu lembro de quem eu sou. Do que eu gosto. E das coisas em que eu acredito. E sempre vou acreditar, por mais que a realidade insista em continuar me confrontando.
E aí eu me sinto bem. E não tenho medo de nada.

Momento diarinho

Tantas dúvidas, tantas, mas pelo menos uma certeza.
Só isso já faz a diferença.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

FAQcont

1. Este blog está uó. Qual o motivo?
Enchi o saco desse template. Daqui a pouco vou enjoar de vestir vermelho. Brinks, nem vou.
2. Como está a sua vida?
Bem, obrigada.
3. Então porque você não tem escrito nada?
Exatamente por isso: a vida vai, bem, obrigada, estou sem tempo porque estou vivendo e, quando não estou vivendo, estou trabalhando. Ahn, e porque estou DE SACO CHEIO desse template e desse endereço. Nunca pensei que fosse enjoar do nome do blog. Eita.
4. Mas você vai parar de escrever mesmo?
Claro que não, ué. Isso aqui é só pra geral parar de me perturbar "porque esse blog está parado?"

Voltemos à programaão normal. Em breve, relatos de São Paulo e etcs.