sábado, 26 de julho de 2008

Diálogos esquizofrênicos

- Ele já vai fazer 50 anos!
- E ainda não trocou os dentes. Isso realmente é incrível.
(Duas amigas sobre Wander Wildner)

- Tchau, vou indo.
- Vocês até que aguentaram muito. Está sendo uma experiência terrível para mim.
(Moça falando com pessoa envolvida no evento)

- Vou sentar, meu joanete está doendo.
- Gente, estamos velhas mesmo.
(Duas amigas observando a pista)


- Estou com sede, mas de água.
- Tu tá velha.
(Duas moças recém-chegadas na festa)

- Detesto homem que dança.
- Eu também. Meu namorado é o pior deles.
(Duas moças conversando perto do banheiro)

- Parabéns pela sua demissão!
- Ai, nem acredito, esse é o bota-fora mais legal do mundo!
(Duas amigas fofocando)

- Toca "Amigo punk"!
- Toca Raul!
- Pede isso não, ele é maluco e vai que toca mesmo?
(Dois amigos no meio da pista)

And sometimes you close your eyes and see the place where you used to live - when you were young

Acho estranho como fazer leads numa linha de produção fordista é tão mais fácil para mim do que começar posts. Realmente o trabalho deve estar me emburrecendo.
Enfim, sete anos depois do começo de tudo, pisei novamente na Loud!. Não no Cine Íris, não atravessando ruas desertas e sentindo frio - quem esconderia o vestido novo com um casaco? Em Botafogo, dessa vez. Novos tempos.
Podem me chamar de saudosista, mas eu quero a Loud! de volta. Essa festa em que fui hoje não é como aquela. Claro que toda vez que toca Lemonheads, ou Weezer, ou Gang of four ainda dá um certo arrepio. E se você olhar para baixo ou fechar os olhos até dá para imaginar que se está em mais um sábado naquele galpão quente, ou no palquinho do cinema. Mas aí você olha em volta e percebe que o vocalista daquela banda prestes a estourar não está mais lá, nem aquele nerd bonitinho que ficava perto da escada, nem o guitarrista com os óculos iguais ao vocalista daquela banda americana que sempre estava no setlist da festa.
A menina mais bonita e mais disputada não está mais lá, as amigas da faculdade deslumbradas com aquele mundo novo também não. Aquela garota que tinha aquele blog comentadíssimo sumiu, e o cara por quem todas as mulheres babavam também desapareceu. Ninguém mais tropeça no tapete da escada, nem dorme nas cadeiras esporradas do cinema. Ninguém mais vai para o terraço para praticar atividades ilícitas (de qualquer natureza).
Nada disso existe mais, e se por um lado é mais do que natural que não exista,por outro me causa alguma estranheza que uma parte tão marcante das nossas vidas tenha ficado para trás tão rapidamente. Clichê do post: "parece que foi ontem". E já tem SETE anos. Podem me chamar de pretensiosa, mas se nós estávamos lá antes e agora não é possível que não exista alguma razão. De alguma forma eu tenho a sensação de que fazemos parte dessa história. Ou que essa história se confunde em algum momento com a nossa. O cenário muda, os personagens também, mas a festa nunca termina.

****

E eu juro que não vou falar sobre o antigo Jornal do Brasil. Chega de saudosismo por hoje. Quer dizer, quase: vou ali ouvir "Confetti" e já volto.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Do jornalismo

Saca tudo que eu conto aqui sobre plantão, dias de 12 horas na redação e a eterna sensação de "eu não ganho pra isso" ou "eu não estudei 4 anos pra ficar parada feito um dois de paus na porta de uma delegacia"?
Pois é, meu querido Calaza (o homem, o mito e o pai do Antônio e da Mariana) pode explicar melhor para vocês. Quer saber como é um plantão na madrugada? Clique aqui e veja no Raios Triplos.
Eu não faria melhor. Heh.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Recuerdos de Grajaú

De vez em quando umas lembranças de quando eu era criança reaparecem diante de umas coisas bestas. Hoje estava na São João Batista quando vi um moço carregando um colchão pesado. Bateu uma sensação esquisita e em questão de segundos lembrei o porquê. Acho que eu tinha uns cinco ou seis anos e tinha acabado de mudar para o Grajaú. O moço, suado, chegou com o colchão novo da minha mãe. Minha avó mandou pegar água. Peguei. E cheguei na sala a tempo de ouvi-lo pedindo desculpas pela demora, porque ele tinha vindo a pé carregando o colchão desde o Estácio. Até o Grajaú. A pé.
Aquilo me deu uma tristeza tão grande que, lembro perfeitamente, assim que minha mãe chegou e perguntou para minha avó porque o moço do colchão tinha demorado tanto eu me debulhei em lágrimas. E contei a história. Eu tinha cinco ou seis anos.
Eu estava inconformada com o fato de o moço ter andado tanto, debaixo de sol, carregando um colchão tão pesado. E chorava copiosamente. Aquilo era injusto. Eu não podia fazer nada para ajudá-lo. Ele não tinha mais idade para isso. Estava calor, e depois de mudar da Tijuca para o Grajaú eu já tinha noção de onde era o Estácio. E não era perto.
Naquele dia, minha mãe me acalmou dizendo que ele chegaria em casa, e a família dele o esperaria para jantar, e depois ele descansaria e ficaria bem. Mas hoje, mais de 20 anos depois, vendo outra pessoa fazendo a mesma coisa que ele na São João Batista, lembrei disso tudo. E não sei porque ainda me sinto mal e triste ao pensar na caminhada debaixo do sol daquele homem que eu nunca mais vi.

Our hopes and expectations

Da série "coincidências": ontem, a caminho da redação e munida do meu iPod que de tão velho (ê, 2005) já nem tenho mais medo de exibir na rua, o shuffle me apareceu com "Starlight", do Muse.
Aí hoje entro do blog da Dani, a gaúcha mais carioca/carioca mais gaúcha, e ela está falando justamente dessa música.
Nossa, perdi a conta de quantas vezes morri gritando "Our time is running oooooooooooout".
E "Starlight" (alou clichê) era minha segunda música preferida.
Dei um repeat e ouvi de novo. "Our hopes and expectations, black holes and revelations".
Ai.

****

Tô bem, tô feliz, agora vou ali trabalhar. Nhé.

Diálogo da noite

Rian: Você ainda dá aulas de teatro?
Márcio: Não, resolvi investir em uma coisa diferente.
Rian: Fazer programa?
Márcio: Não, medicina.

q
sometimes, it's a choice
sometimes, it's a choice
sometimes, it's a choice
sometimes, it's a choice
sometimes, it's a choice

IT'S ALWAYS A CHOICE.

(Note to self: falar sobre o filme que vi há semanas)

Mil coisinhas

Hoje ouvi de novo o CD novo do Weezer e consegui não dar repeat em "Troublemaker" e "Porks and beans". Ouvi até o final e a letra de "Heart songs" é genial. De Bruce Springsteen a Rick Astley, pencas de gentes são citadas, nominalmente ou em versos. Foda. Fiz uma micro resenha do "Red album" pro site do *localdetrabalho*, mas é tão micro que tenho até vergonha de postar aqui.
Vamos lá, desafio do dia, quem me disser todo mundo que é citado na letra (além dos que já estão com nome e sobrenome) ganha outra panela de brigadeiro e minha consideração e carinho, lembrando que isso é para poucos, sim?



HEART SONGS

Gordon Lightfoot
Sang a song
About a boat
That sank in the lake
At the break
Of the morning
A Cat named Stevens
Found a faith
He could believe in
And Joan Baez
I never listened
Too much jazz
But hippie songs
Could be heard
In our pad
Eddie Rabbitt sang
About how much
He loved a rainy night
Abba, Devo, Benatar
Were there the day
John Lennon died
Mr. Springsteen said
He had a hungry heart
Grover Washington
Was happy on the day
He topped the charts
These are the songs

Chorus:
These are my heart songs
They never feel wrong
And when I wake
For goodness sake
These are the songs
I keep singin'

Quiet Riot got me started
With the bangin' of my head
Iron Maiden, Judas Priest
And Slayer
Taught me how to shred
I've got to admit though
Sometimes
I would listen
To the radio
Debbie Gibson
Tell me that you think
We're all alone
Michael Jackson's
In the mirror
I've gotta have faith
If I wanna see clear
Never gonna give you up
Wish me love
Or wishing well
It takes two to make
A thing go right
If the Fresh Prince
Starts a fight
Don't you worry
For too long
'Cause you know
These are the songs

(Chorus)

Back in 1991
I wasn't havin' any fun
'Till my roommate said
"Come on and put
a brand new record on"
Had a baby on it
He was naked on it
Then I heard the chords
That broke the chains
I had upon me
Got together with my bros
In some rehearsal studios
Then we played
Our first rock show
And watched the fan base
Start to grow
Signed the deal that gave
The dough to make
A record of our own
The song come
On the radio
Now people go
This is the song

These are my heart songs
They never feel wrong
And when I wake
For goodness sake
These are the songs
I keep singing

(4x):
These are the songs
I keep singing

terça-feira, 22 de julho de 2008

"O Deus Google" da semana

E as pessoas caíram neste blog procurando por...

* "meu computador está fazendo um barulho esquisito parecido com uma pipoca"
- ficadica: procurar "técnico computador Rio de Janeiro". Ou tirar o milho de dentro dele.

* "loja de bebe na rua da lapa pra ver roupa" - olha, não conheço a de São Paulo, mas aqui no Rio a senhora vai achar diumtudo, menos roupa de bebê. Atenção.

* "cidia e dan sao casados?" - eis uma das questões mais polêmicas deste blog. Sim, eu admito agora: eles são casados. Digo, noivos. Procurem a revista Canal Extra da semana do Dia dos Namorados. Cídia e Dan são casados, não me perguntem mais isso. Grata.

* "blog sibutramina acabou com a minha vida" - caraca. Isso sim me assustou. Deu até vontade de rasgar a receita médica que me deram. Anyway, já tinha desistido de tomar esse troço mesmo. Nada compensa alterações no meu humor.

* "significado shut your fucking up" - maybe you should try searching for "shut your fucking mouth". Come here later and tell me if you've found it.

* "millos kaiser" - o blog dele está ali do lado, mas se quiser saber mais sobre o moço, melhor procurar no Orkut e mandar um email. Grata.

* "morri brinks to vivona" - eu também!!

Bom...


Como sou nerd pride (talk nerdy to me, plz), decidi que minha primeira tatuagem honraria isso.
Fucei a internet inteira e acho que encontrei o que eu queria.
Alex Kidd! Ê!

AI

Desde que a Liv me disse que migraria para seu lindo domínio e me levaria a reboque (Ê!) ando com uma certa pregs de escrever. Esse layout tosco que era pra ser provisório me incomoda, as minhas sandalinhas vermelhas ali do lado arrebentaram no Carnaval (na verdade, até hoje não me recuperei disso, foi um grande baque e uma grana investida na Alice Disse que durou pouco mais de um ano no meu pé, ai) e estou me sentindo meio que como na época do blog antigo, em que vinham me perguntar coisas da minha vida de forma assustadora. Tudo bem que minha vida é quase um sitcom, mas com tanta coisa na TV me espantou ver gente perguntando "e fulano? E fulana? E sua irmã passou na prova?"
Daí entrei numas "Por uma internet com menos informações pessoais" (valeu aê, Dahmer), mas obviamente no primeiro estresse não consegui e fiz disso aqui diarinho de novo. AI. Pense, apenas pense, que meu primeiro blog foi no finado Desembucha (alguém além do Márvio e Marcelo usava isso?). Eu era estagiária do esporte... Ahn... Acho que era 2001... Eu tinha 20 anos. CRUZES, já estou com 27, tenho de blog pouco menos que de jornalismo (socorro, Bial).
Então, tô começando a me achar velha pra isso.
Tá bom, não tô começando, já acho há algum tempo, mas juro que não é por mal, é mais forte que eu.
Enfim, bom dia aê. Heh.
E quem achar uma foto pro header do futuro blog novo ganha uma panela de brigadeiro. Especialidade da família. Ou uma torta alemã. Ou mousse de chocolate. Especialidades minhas. Nhé.

domingo, 20 de julho de 2008

Já contei?

Outro dia uma foto minha foi parar no Schmap, um site de mapas virtuais de vários lugares do mundo!
Pois é, parou lá. Com crédito e tudo. Fiquei contente. E com vontade de voltar correndinho pra Espanha.
Vai lá ver (e se estiver em Madrid, dê um pulinho na Casa del Libro por mim!)

Curti

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Modéstia é o caralho

Outro dia estava conversando não lembro com quem (tenho sofrido desse mal: conversar com as pessoas e falar coisas e não lembrar para quem disse. Um perigo, meninë) e chegamos à conclusão de que modéstia demais atrapalha. Saca aquela conhecida feia e maltrapilha que se acha e passa-lhe o rodo e sai com o cara que a sua melhor amiga está de olho há séculos e ele nunca nem tchuns? Ou aquela amiga da sua amiga que acha que faz um trabalho maravilhoso mas oi, grandes merda adevogado?
Pois é. Aí você, amiga dona de casa, cheia dos atributos, cheia de idéias na cabeça, fica nessa ondinha de ser modesta e voilá, vai ficando para trás.
Não sei se foi porque resolvi entrar nessa vida de repórti aos 10 anos de idade (não riam, é verdade), mas caí na noite só aos 18 que essas observações são meio tardias.
Pô, se eu faço a coisa X ou a coisa Y bem, vou ficar de modéstia pra que?
Se minha amiga é linda e a Maltrapilha é feia, ela vai se intimidar diante do cara W por qual motivo?
Oquei, a resposta é: é feio ser pretensioso e se achar mais do que é. Mas ter a real noção do que se é virou crime?
Todo mundo devia ter espelho em casa (e consultar bons sites e boas revistas de moda, no caso da Maltrapilha) ou parar para pensar mais sobre onde erra e onde acerta.
De minha parte, prometi parar de entornar refrigerante e devorar chocolates quando estressada, além de tentar pôr as contas em dia e evitar a cara feia piscando em neon quando sou contrariada. É pouco, mas já serve para começar e é o que tem me incomodado mais em mim.
De resto, vamo que vamo que a semana é longa - sim, hoje, sexta-feira, a jornada é dupla e ainda tenho um plantão pela frente.

Atenção, Tatiana

Diz o Personare:
"A sua sensibilidade estará também mais ativa, de modo que neste período há o risco de você ter reações um pouco exageradas a determinadas coisas que em outros momentos sequer lhe incomodariam, portando-se de forma dramática. Lembre-se de refletir neste momento, e procurar observar se você não está tendo reações um pouco exageradas."

Ahn, isso explica a minha vontade de que o prédio da firma se exploda, mas que me avisem cinco minutos antes para dar tempo de chamar os colega tudo e sair correndo.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Se algum dia eu tiver um filho

O quarto dele vai ser assim:

Querido diário

Hoje me aborreci. Não gosto de ficar mimimi, lamentando sobre a vida, até porque já passei por tanto perrengue que ninguém sabe (porque eu não conto, porque não vejo graça em tirar onda em cima do sofrimento passado) que toda vez em que fico mimimi me enxergo como uma fresca e vejo claramente minha mãe dizendo ENGOLE O CHORO.
Mas tem dias em que não dá. Porque o trabalho às vezes me oprime, porque a linha de produção fordista em que eu vivo às vezes me dá a impressão de que nunca há espaço para as cores, só para o cinza do branco das páginas com o preto das letras, e que enquanto estou ali as palavras e o colorido e a vida toda, todos estão do lado de fora, e enquanto faço o esforço supremo de tentar fazer o que eu escolhi fazer da forma mais decente e menos imbecil possível no fim das contas isso não faz a menor diferença, e que todos os clichês montados em dragões vão tentar espetar a minha bunda com uma espada afiada, enquanto tudo que eu tenho nas mãos é uma canetinha hidrocor e um crayon.
Esse é o jeito pomposo de dizer porque levei um "histérica" na cara hoje, o que me chorar de raiva - quase sempre eu choro de raiva, daquele jeito em que o nariz começa a ficar vermelho, a voz embargada e quando você vê as lágrimas estão rolando e você continua tentando argumentar. Quando estou triste, triste mesmo, choro de soluçar. Não queiram ver, é uma cena assustadora.
Mas esse ainda não é o jeito mais claro de explicar a minha irritação. Pense em duas matérias para bater, sendo que uma dependia basicamente de um bloco que estava em casa. Mais um condomínio de tijolinhos para bater, mais uma mesa desarrumada, mais amigos que insistiam em pegar no seu pé e fazer gracinhas na hora errada (a.k.a. a hora do mau humor emergente). O circo está armado e Tatiana, já puta dentro das calças, tem vontade de mandar o mundo tomar no cu, antes que se esqueça. Mas ela não pode fazer isso. E lembra que está repleta de trabalho para dar conta, e lembra que ainda há quem ache que ela trabalha pouco.
Na boa, só isso já me daria motivo para ficar esquizofrênica, quanto mais histérica.
Depois fiz tudo que tinha para fazer, mas ainda assim achei tudo uma merda.
O mau humor passou, a irritação também, mas continuei achando tudo uma merda.
Ainda bem que amanhã é terça, dia de coisa boa que vai me deixar feliz :)

domingo, 13 de julho de 2008

Saidinha da Estrela


Como eu disse, depois de um longo inverno alérgico e governado pela gastrite em casa, botei o nariz gelado na rua e não parei mais. Acompanhem dia a dia a minha saga pelo Rio:


* Quinta-feira:
estava Tatiana no ponto de ônibus quando S., que também trabalha na firma, diz, despretensiosamente: "Quer ir?". E assim fui parar na estréia de "Cine-teatro Limite", nova peça assinada e dirigida por Pedro Brício, em cartaz no Teatro Glória.
Eu e S. rimos um bocado e gongamos meio mundo, entre um Trident e outro. Mas a peça é bem bacana, apesar de longa (tem dois atos, leve balinhas). Na saída, achamos que não fazia muito sentido começar em comédia e terminar em drama. Mas agora acho que faz todo o sentido do mundo. A sinopse? A vida de um jovem fascinado por cinema que sonha escrever roteiros e vê tudo como se fosse um filme. Curti. De quinta a domingo, ingressos entre R$ 15 e R$ 30.

*Sexta-feira: pronta mais uma vez para ir para casa, J. e L. vêm com a proposta: "Vamos ver o Fino Coletivo no Parada da Lapa?" Lugar diferente = gente diferente. Sem contar que já tinha ouvido bons comentários sobre a banda. Chegando lá... Sim, o lugar é bacaninha. Mas o show, que seria na área descoberta, passou para o palco de dentro por causa da chuva que caía desde a hora em que estávamos na fila. E quando começou o show... Alerta de "estamos no lugar errado" ativado. Bem que sempre me disseram para não acreditar no hype. Achei uma bela porcaria. Som sem identidade, banda um tanto pretensiosa. O Empolga às Nove ainda fez uma participação relâmpago, mas nem assim me empolgou (ó o trocadilho aí, gente!). Solução: vamos beber e conversar. E assim foi até de manhã. Não sei o porquê, mas achei que, no 433, todos olhavam pra mim, L. e M.

* Sábado: Liv já tinha me convocado, mas como resistir ao convite mais que gentil da outra metade do casal, chamando para um simpático almoço em sua residência? Sábado, pernas de fora, rumei para Ipanema para comer um delicioso nhoque ao molho de bacon e champignon feito pela minha amiga. De sobremesa, os palmiers mais gostosos que já comi (note to self: perguntar de novo onde foram comprados, porque já esqueci, e pedir um quilo desses para levar na minha próxima ida a Niterói).
De lá, rumamos para o Mercado Cucaracha, no Circo Voador. E pegamos o final da passagem de som da Mallu Magalhães: "These boots are made for walking" e... "Bete balanço". Achei estranho. Babei nos vestidos da Rosa Mundi e do Armazém Brasil, reencontrei a fofa da Lígia, da Devassas (alguém lembra da minha camisetinha "Namoradinha do Brasil", um hit em Copas passadas? Foi ela quem fez), mas sái antes da Mallu. EXAUSTA, that's the word. Ainda traçamos um sanduíche no novo Mofo (ao lado do Capela), mas ficamos na vontade do brownie com sorvete porque não tinha sorvete na casa. Oi, te dou uma dica? Ali na Gomes Freire tem um Redeconomia que vende Kibon, tá?

* Domingo: depois de dormir o sono dos justos, rumei para o Festival Cersibon com o querido Pedro Fraga, já que Liv e Arnie debandaram para o shopping mais próximo. Croques, vinhos, tartelettes (ai como eu amo morangos!), shows de can-can, tudo com a ótima paisagem do Forte de Copacabana. Recomendo. Rola até amanhã, e o ingresso custa só 4 REAL. Vale um pulinho na barraquinha da Brassserie Rosário, ficadica.

Tá bom pra vocês? Então vou dormir, que amanhã mais um longo e feliz dia me aguarda :)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Eu devia estar...

Dormindo, ou já na rua, ou rascunhando a matéria que eu tenho que entregar hoje (let go! let go!), mas estou aqui sentindo frio de camisola e meia. Comi duas torradas e só depois vi que o pão estava vencido - muito típico, mas pô, pão na geladeira, nem lembro de olhar a data. Por que pacotes pequenos de pão são tão caros?
Enfim, tentando voltar à vida depois de um longo e tenebroso inverno. Perdi aniversário ontem porque passei quase 12 horas na redação. Perdi um pouco da minha animação matinal depois de uma troca desaforada de emails. Mas achei outras coisas pelo caminho, tipo um entrevistado que levantou meu humor dizendo que era feliz para caralho e me lembrando que, apesar da falta crônica de dinheiro (oi, aceito DOAÇÕES, eu digo DOAÇÕES porque não terei como pagar empréstimos tão cedo), eu sou, sim, muito feliz. Meu salário é uma merda e eu estou rindo, meu pai não está muito bem mas no fim tudo vai dar certo, tenho um emprego-amigos-família-roupaslegais-cds-livros-teto-algumainteligência. Pensando bem, não preciso de muito mais do que isso. Na verdade, preciso só disso, mas ao cubo :)
Daí, voltando, o entrevistado megafeliz me contagiou. Meu bom humor voltou, mas continuo emperrada com a matéria.
Daí, voltando ao título deste post, "eu devia estar..." VOANDO para a redação, passando no banco antes, sentando a bunda para escrever, mas estou aqui. Digo, estava. Eita! Já volto.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Walk unafraid

I'll be clumsy instead.

domingo, 6 de julho de 2008

Chick lit

Quem me conhece sabe que adoro uma literatura inútil, um livro de mulézinha, uma série para adolescentes e por aí vai. Passei alguns anos da minha vida lendo Bukowski e outras coisas bem amenas, de modo que sempre que posso me apego a alguma bobagem como uma forma de desintoxicação. Conheço poucas pessoas que tenham lido mais desses livros do que eu - bom, talvez a moça que edita esses livros, acho. Fato que não raro alguém me pergunta "mas como você, com esse know-how todo, ainda não escreveu nada nessa linha?". A resposta é a mesma que minha ex-chefe dava, quando perguntada acerca das habilidades culinárias da senhora sua mãe: "Ela tem vocação para fazer, mas acho que não tem para ganhar dinheiro".

Bem, adoraria ter vocação para ganhar dinheiro, já que vocação para gastar dinheiro me sobra. Todo esse blá-blá-blá para dizer que nesta jovem linda tarde de domingo devorei a parte dois de "Confissões de uma banda". É teen, mas cheio de referências. Bem bacana. Com bons conflitos. Uma boa pausa entre os gazilhões de livros que jazem numa pilha de coisas a serem lidas.

Numa dessas buscas por livros descompromissados e que não encham mais ainda minha cabeça de dúvidas e questões (Dostoievski, beijos!), acabei achando um sensacional: "Chega de falar de mim", de uma moça chamada Jancee Dunn, ex-repórter da Rolling Stone e ex-VJ da MTV. Entre capítulos sobre a vida dela e capítulos sobre seus encontros com as celebridades, ri e vi muito da minha vida ali. Claro que as celebridades deles são melhores do que as nossas, mas é inegável que já passei por poucas e boas nesse mundo jornalístico. Do figurão da MPB que foi extremamente grosso ao telefone à bunda da vez sentada ao meu lado (e eu tentando disfarçar a cara de espanto ao ver que cada coxa dela dava duas das minhas), história surreal não falta.

Ahn, o livro tá ali na minha estante, se alguém se interessar.

Comes e bebes

* Com vontade de comer um doce, entrei na The Bakers. Queria uma fatia de torta de morango. Simples? Não. A moça do balcão disse que só tortas inteiras podem ser vendidas. Fatias, só que já estava fatiado. Já comi a charlotte de morango de lá e não gostei - muito enjoativa. Andei mais um pouquinho e acabei entrando na Amarena, sorveteria pequena, simpática e colorida ali na esquina da Barata Ribeiro com a Santa Clara. Preço justo - cinco reais por uma casquinha de dois sabores - dono simpático e italiano (ele conversava com um casal de turistas italianos enquanto tomava conta do caixa), e o melhor: você pode provar os sabores sem ver cara feia do outro lado do balcão. Assim como o teste de qualquer cozinheira é o arroz, o teste de qualquer sorvete é o de creme. Então simbora: pedi uma casquinha de creme e caramelo. Ai que delícia. Sábado de sol, minissaia e sorvete. Melhor, impossível. Da próxima vez, juro que vou provar o sorvete de Viagra. Calma: ele tem tem esse nome por ser azul.

* Tirei o fim de semana para ficar comigo e, acreditem ou não, não fui má companhia. Vi TV, testei a entrega virtual do La Mole - porque você pode tirar um tijucano da Tijuca, mas NUNCA a Tijuca de dentro dele - , e de sobremesa mandei ver num meio-crepe de maçã com sorvete de creme do Bibi. Tá bom, fiz a festa da uva este fim de semana, admito. Estou oficialmente proibida de reclamar do meu peso nesta semana. Agora que o pior da crise de gastrite passou, acho que finalmente vou conseguir seguir a dieta. Ou não. O pior é que sei que todo o meu exagero glutão é de fundo nervoso. Foi-se o tempo em que eu ficava ansiosa e não comia. Nesse ponto, ser adolescente é uma virtude. Dramas e dilemas emagrecem. Não que eu esteja bisonhamente acima do meu peso, mas para quem sempre viveu sob o efeito sanfona, sorvete e crepe doce são luxos sazonais. Estou ciente.

Hahaha

Estava listando mentalmente as coisas bacanas que finalmente tenho para postar aqui - ao contrário do que R. gostaria, minha vida nem sempre é só um vale de lágrimas - quando me veio à cabeça "Shiny happy people", do REM. Nossa, eu amava essa música. E em toda e qualquer festinha em que me peçam para gravar uns CDs, ou montar um setlist no meu iPod, pode apostar: essa música vai estar lá, e todo mundo vai dançar. É incrível o poder que essas músicas 80s-90s têm numa pista de dança (sobre pessoas alcoolizadas), fico passada.
Daí que fuçando na net vi essa foto do Michael Stipe no clipe:

ooooooooooooooi [ teletubbie style ]

Sério, achei tão engraçado. Perdoem.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Opa!

Tô viva e menos RBD.
Novidades rolando, torçam aí e talz.