O mundo batendo palmas para Tico Santa Cruz, gente que não sabe usar vírgulas, pessoas que se orgulham de sua iguinoranssa: tudo isso me oprime. Juro. Fico me perguntando como, como em pleno século 21, alguém bate no peito para dizer que não gosta nem vai aprender a usar a tecnologia a seu favor, ou se recusa e conhecer mais coisas, ler coisas diferentes, ouvir música diferente, PRESTAR ATENÇÃO EM UMA OPINIÃO DIFERENTE, crescer, APRENDER, enfim, ampliar seus horizontes.
A impressão que eu tenho é de que a idiocracy se expande cada vez mais, na medida em que a não-aceitação do NOVO e do DIFERENTE cresce no mundo. E não digo no mundo de gente que não tem acesso à informação: falo do mundo em que eu vivo, no mundo de quem tem, sim, acesso a todo e qualquer tipo de conhecimento, e ainda assim não usa essa oportunidade - por não enxergá-la ou, o que é infinitamente pior, por se recusar a abandonar o que conhece e acredita ser bom.
Não me refiro só a assessores de imprensa que não têm modos e método de trabalho, ou a jornalistas que não sabem escrever ou pensar (que, não se engane, podem estar, sim, nas maiores empresas do ramo ou em jornais cercados de "intelectuais"). Isso é uma praga. Advogados, engenheiros, filhas de amigas da minha mãe, pessoas que cresceram comigo. Isso não está ligado necessariamente a ambientes de trabalho. Eu vejo isso acontecer na rua, no ônibus, na van, no supermercado, no shopping, EM QUALQUER LUGAR. Tenho me sentido cada vez mais cercada e cada vez menos compelida a dar opiniões. Se antigamente eu brigava para dizer o que eu penso, hoje em dia tenho me calado cada vez mais. Cansei de ser a voz dissonante. E talvez seja isso que me agonie tanto: minha omissão faz com que eu me sinta traidora de mim mesma. Mas me poupa mais aborrecimentos numa época em que, cada vez mais, eu sou minoria.
Como já dizia Chico Buarque, "vence na vida quem diz sim".
Ele só esqueceu de mencionar o alto preço que se paga por isso.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
PÁRA TUDO
Tá, abro meu coraçãozinho e vou, como quem não quer nada, checar o Personare.
Aí tá lá assim, ó:
"Uma das marcas registradas deste momento envolve a idéia de um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. É como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! (...) Esta é uma fase para você evitar desgastes desnecessários de energia. Se você tem que acordar cedo amanhã, para que perder noite? Se você sabe que terá que se dedicar muito a algo importante, não é inteligente marcar coisas demais no período próximo a isso."
Sério, com essa vou dormir.
Aí tá lá assim, ó:
"Uma das marcas registradas deste momento envolve a idéia de um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. É como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! (...) Esta é uma fase para você evitar desgastes desnecessários de energia. Se você tem que acordar cedo amanhã, para que perder noite? Se você sabe que terá que se dedicar muito a algo importante, não é inteligente marcar coisas demais no período próximo a isso."
Sério, com essa vou dormir.
terça-feira, 24 de junho de 2008
What I need and what I deserve
Acabei de me olhar no espelho e as olheiras estão do tamanho de manchas de panda, dálmata, whatever. Desde que decidi engolir seco e parar de reclamar da vida elas só fazem aumentar, não importa o quanto eu durma. É um cansaço generalizado que me impede de ter a vida que eu preciso e que eu merecia. Por exemplo: dia 30 termina o prazo para uma bolsa de estudos para a qual me candidato desde 2004. Enfiei na cabeça que vou passar justamente no último ano que me for permitido (faltam mais dois, além desse) porque não vão aguentar mais ler meu currículo.
Mandei as respostas? Ainda não.
Dia 11 termina o prazo para as inscrições para um laboratório de roteiro bacana.
Consegui terminar o roteiro? Não.
Não é que eu esteja reclamando da vida, mas há uma contradição evidente em tudo isso. Para ter a vida que eu gostaria de ter, não posso ter a vida que eu tenho. Antes, achava que eram as noitadas por aí que me cansavam e me impediam de aplicar meu tempo, minha disposição e meu escasso dinheiro nas coisas que são importantes para mim.
Mas depois de duas semanas adoentada e mais duas chateadinha com o mundo, vi que não é bem isso.
Preciso de tempo para me organizar, pôr idéias e projetos em dia, ter idéias.
Não sou como muita gente que conheço que é capaz de trabalhar o dia inteiro, sentar a bunda em frente ao computador e virar a madrugada trabalhando. Porque já estou cansada de trabalhar e tudo que quero é me distrair um pouco.
O fato de ter que adequar minha vida pessoal a minha vida profissional me aborrece. Sei que é assim mesmo, mas não sei. Sempre gostei de pensar que minha vida é mais importante que o trabalho, que por mais que eu ame (e às vezes odeie) é so um trabalho, e que não é aquilo ali que define quem eu sou.
E vou continuar pensando assim, por mais que eu trabalhe quase 12 horas seguidas. Minha vida é fora dali, e não lá dentro.
Mandei as respostas? Ainda não.
Dia 11 termina o prazo para as inscrições para um laboratório de roteiro bacana.
Consegui terminar o roteiro? Não.
Não é que eu esteja reclamando da vida, mas há uma contradição evidente em tudo isso. Para ter a vida que eu gostaria de ter, não posso ter a vida que eu tenho. Antes, achava que eram as noitadas por aí que me cansavam e me impediam de aplicar meu tempo, minha disposição e meu escasso dinheiro nas coisas que são importantes para mim.
Mas depois de duas semanas adoentada e mais duas chateadinha com o mundo, vi que não é bem isso.
Preciso de tempo para me organizar, pôr idéias e projetos em dia, ter idéias.
Não sou como muita gente que conheço que é capaz de trabalhar o dia inteiro, sentar a bunda em frente ao computador e virar a madrugada trabalhando. Porque já estou cansada de trabalhar e tudo que quero é me distrair um pouco.
O fato de ter que adequar minha vida pessoal a minha vida profissional me aborrece. Sei que é assim mesmo, mas não sei. Sempre gostei de pensar que minha vida é mais importante que o trabalho, que por mais que eu ame (e às vezes odeie) é so um trabalho, e que não é aquilo ali que define quem eu sou.
E vou continuar pensando assim, por mais que eu trabalhe quase 12 horas seguidas. Minha vida é fora dali, e não lá dentro.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Tô viva
Brinks, tô vivona. Morri não. Foi assim: gastrite enlouquecedora, trabalho que me fez achar que comer e respirar ao mesmo tempo era quase um luxo, reencontros familiares e voilá, todas as miguxas reclamando que sumi, que não ligo, etc.Sério, gente, fase sofrida passando, compreendam.
Mas agora, juro, voltando à programação normal.
sábado, 7 de junho de 2008
In Personare we trust
"Tomar mais cuidado com o que você diz evitará também problemas no que diz respeito a fofocas - nesta fase, Tatiana, há o risco de você dizer uma coisa e tal coisa ser propagada (e distorcida) de uma forma inimaginável, como se você tivesse dito uma maldade, o que não é necessariamente verdade. O silêncio deve ser cultivado, e procure se abster de emitir opiniões. A prudência verbal é essencial neste período. Você poderá dizer o que pensa mais tarde. Falar agora apenas dará aos outros material de sobra que poderá ser usado contra você! (...)
(...)De todo modo, evite se estressar por conta de situações corriqueiras: neste período, pequenas coisas poderão lhe parecer mais chatas do que nunca, e você estará com uma tendência maior a reclamar. Na verdade, Tatiana, você está com uma predisposição maior a discutir. Mas, não há o que temer. É uma simples questão de tomar consciência do processo, cultivar o silêncio e evitar a todo custo julgamentos precipitados - que tendem a ser a marca registrada deste momento."
Como diria a minha avó... Engole o choro, Tatiana, engole o choro e bico calado.
(...)De todo modo, evite se estressar por conta de situações corriqueiras: neste período, pequenas coisas poderão lhe parecer mais chatas do que nunca, e você estará com uma tendência maior a reclamar. Na verdade, Tatiana, você está com uma predisposição maior a discutir. Mas, não há o que temer. É uma simples questão de tomar consciência do processo, cultivar o silêncio e evitar a todo custo julgamentos precipitados - que tendem a ser a marca registrada deste momento."
Como diria a minha avó... Engole o choro, Tatiana, engole o choro e bico calado.
Rollercoaster, rollercoaster
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Cara
Eu adoro o Dlisted. Eles sacaneiam as celebridades de um jeito tão... tão... típico desse Brasil de meu Deus que me faz rolar de rir diariamente.
Sobre Samantha Ronson e Lindsay Lohan: "Here's more pics of SamRo and HoHan buying lesbian shit like granola and yogurt last night."
Sobre John Mayer: "Jennifer Aniston is already dickmatized! Good dick makes you do stupid things like give up your car keys to the douche you're boning."
Sobre Amy Winehouse: "Here's Wino on her way home after court. She's carrying a bottle of Malibu. She probably uses it as mouthwash. That shit is nasty!"
Sobre Lily Allen: "We've all been in that position, but the difference is that we have to get home by ourselves. I would've impaled my drunk ass on that face."
As celebridades bagaceiras de lá são melhores do que as nossas.
E não, não aguento mais ouvir o nome "Garota Melancia".
Sobre Samantha Ronson e Lindsay Lohan: "Here's more pics of SamRo and HoHan buying lesbian shit like granola and yogurt last night."
Sobre John Mayer: "Jennifer Aniston is already dickmatized! Good dick makes you do stupid things like give up your car keys to the douche you're boning."
Sobre Amy Winehouse: "Here's Wino on her way home after court. She's carrying a bottle of Malibu. She probably uses it as mouthwash. That shit is nasty!"
Sobre Lily Allen: "We've all been in that position, but the difference is that we have to get home by ourselves. I would've impaled my drunk ass on that face."
As celebridades bagaceiras de lá são melhores do que as nossas.
E não, não aguento mais ouvir o nome "Garota Melancia".
domingo, 1 de junho de 2008
Congelando em Niterói
Como eu disse hoje mais cedo, minha mãe não criou uma filha, e sim um helpdesk em pessoa. Depois de reinstalar computador, modem, Velox e demais programetes, voltei à vida virtual e achei coisas divertidas, como esse lance que tá rolando na internerd e que vi no blog do Pedro.
1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
E eis o meu resultado, toscamente feito com a ajuda do Picnik, já que necas de Photoshop por aqui :B
1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
E eis o meu resultado, toscamente feito com a ajuda do Picnik, já que necas de Photoshop por aqui :B
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