Tudo meio corrido: as férias passaram voando, não consegui fazer muita coisa, mas fiz muito do que eu queria. Até ver Sessão da Tarde vários dias seguidos. As pessoas costumam me criticar nesse ponto, mas qual o problema? É o mesmo problema quando faz sol: todo mundo cobra que você vá a praia, como se ficar em casa arrumando gavetas e ouvindo música em vez de tostar o lombo na areia lotada de Ipanema fosse um desvio de conduta gravíssimo.
Enfim, as férias acabaram e voltei a trabalhar, meio avariada - torci o tornozelo, torção leve, mas que transformou meu pé esquerdo em algo similar a uma bola gorda de meia, dessas usadas pra jogar qualquer porcaria no recreio da escola.
Estranhamente, contrariando minhas previsões, o sol se foi e o dilúvio começou. Talvez eu esteja errada: talvez Murphy não me ame tanto assim.
A tirar pelos últimos acontecimentos, acho que o céu de Copacabana até que anda bem azul pra mim.
Tirando, é claro, o fato de que NÃO TEREMOS SALÁRIO este mês, o que para os meus padrões de comportamento praticamente me aproxima da mendicância social na noite.
Enfim, vou ali em Ipanema e já volto.
Só preciso lembrar que trabalho amanhã às ONZE.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Two way monologue
- Vc é muito Love & Rockets.
- Isso é bom? E não tinha um quadrinho com esse nome?
- É bom. Eu lia quando adolescente e sempre sonhei com uma menina Love & Rockets.
- E encontrou alguma menina assim?
- Usted.
:)
- Isso é bom? E não tinha um quadrinho com esse nome?
- É bom. Eu lia quando adolescente e sempre sonhei com uma menina Love & Rockets.
- E encontrou alguma menina assim?
- Usted.
:)
Agora, exatamente agora, não tenho muita condição de dizer o que foi Kelvin + Grandprix na Cinematheque.
Mas foi uma noite de amigos, de passado X futuro, de coisas e pessoas que pareciam tão distantes e de repente voilá!
Sério, eu gosto tanto da minha vida que é justamente por isso que me pelo de medo de morrer.
Dia lindo, noite linda, amigos queridos, that's what makes the world go round.
Mas amanhã, ou assim que tiver as fotos, explico melhor.
E posto os gazilhões de idéias de posts que Os Mentores me deram.
Agora preciso dormir na minha cama nova.
Feliz, bem feliz. Sempre.
Mas foi uma noite de amigos, de passado X futuro, de coisas e pessoas que pareciam tão distantes e de repente voilá!
Sério, eu gosto tanto da minha vida que é justamente por isso que me pelo de medo de morrer.
Dia lindo, noite linda, amigos queridos, that's what makes the world go round.
Mas amanhã, ou assim que tiver as fotos, explico melhor.
E posto os gazilhões de idéias de posts que Os Mentores me deram.
Agora preciso dormir na minha cama nova.
Feliz, bem feliz. Sempre.
domingo, 20 de abril de 2008
Sensibilidade zero
Agora, para quebrar o clima mulherzinha: eu odeio gente que frita peixe aos domingos.
Minha vontade é dar uma coifa para a minha vizinha.
O cheiro está invadindo minha casa. Odeio.
E são só 11h da manhã.
E ela está nisso desde as 10h30m.
Vou enfiar minha cara na coberta e já volto. Argh.
Minha vontade é dar uma coifa para a minha vizinha.
O cheiro está invadindo minha casa. Odeio.
E são só 11h da manhã.
E ela está nisso desde as 10h30m.
Vou enfiar minha cara na coberta e já volto. Argh.
Chaaaaaanges
A Cati é a minha melhor amiga desde nosso primeiro ano na faculdade. Sabe aquela pessoa responsável, centrada, organizada? Essa não sou eu. Essa é a Cati. É incrível a sintonia que a gente consegue ter sendo incrivelmente tão diferentes. Enquanto eu me descabelo, rio, choro, canto, grito, brigo e faço manha em 15 minutos, ela sempre mantém a fleuma e NUNCA se abala. Uma verdadeira fortaleza, enquanto eu estou mais para um castelinho de cartas de baralho. Heh!
Tem sido assim desde 1999 e ontem, ao resgatar um livro na prateleira, com esses 4 números escritos na página 2, me dei conta de que já se vão quase DEZ anos nisso.
Cati agora está na Espanha e, embora não goste muito de rotular as coisas, casada. Tá casada sim! Tá casada!
Ela, T., S., C., A.C., que conviveram tanto comigo nos corredores da ECO e também além da UFRJ (e cujos namoros e rolos e casos foram feitos e desfeitos diante de mim), agora são jovens casadas. Engraçado que outro dia comentei isso com T. e ela "Ahn, daqui a pouco você também tá nessa, vai acontecer com você também". Casar? Eu? Isso me parece algo muito distante ainda. Tenho tanta coisa para me preocupar que véu e grinalda, tão demodês, estão no final da minha lista de prioridades.
Mas o fato é: nesses quase 10 anos, olha quanta coisa já aconteceu!
Tantas mudanças. Isso dá um pouco de medo, mas ao mesmo tempo é extremamente bom, para todo mundo.
Até a minha melhor amiga casou. E, sendo a Cati, tenho certeza de que ela vai ser uma moça casadinha muito além das promoções das Sendas e do dia-a-dia de dona de casa desesperada. Sempre.
***
Só pra completar, numa dessas minhas andanças pela internet fui parar no blog do Antonio Prata. Olha isso. E sim, minhas amigas são do tipo que beberiam Kaiser quente em Jundiaí.
Pois então. É assim que eu também penso. Embora às vezes me renda, embora às vezes pegue um caminho mais complicado, embora às vezes me complique comigo mesma, sei lá, ainda acredito mesmo nessa coisa maluca e arrebatadora que aconteceu com todas essas meninas queridas e que, quem sabe? Um dia também pode acontecer comigo. Só espero que eu, retardada que sou, perceba o lance. Enquanto isso, seguimos em frente com a programação normal :)
PS: A íntegra do texto do rapaz está aqui.
Tem sido assim desde 1999 e ontem, ao resgatar um livro na prateleira, com esses 4 números escritos na página 2, me dei conta de que já se vão quase DEZ anos nisso.
Cati agora está na Espanha e, embora não goste muito de rotular as coisas, casada. Tá casada sim! Tá casada!
Ela, T., S., C., A.C., que conviveram tanto comigo nos corredores da ECO e também além da UFRJ (e cujos namoros e rolos e casos foram feitos e desfeitos diante de mim), agora são jovens casadas. Engraçado que outro dia comentei isso com T. e ela "Ahn, daqui a pouco você também tá nessa, vai acontecer com você também". Casar? Eu? Isso me parece algo muito distante ainda. Tenho tanta coisa para me preocupar que véu e grinalda, tão demodês, estão no final da minha lista de prioridades.
Mas o fato é: nesses quase 10 anos, olha quanta coisa já aconteceu!
Tantas mudanças. Isso dá um pouco de medo, mas ao mesmo tempo é extremamente bom, para todo mundo.
Até a minha melhor amiga casou. E, sendo a Cati, tenho certeza de que ela vai ser uma moça casadinha muito além das promoções das Sendas e do dia-a-dia de dona de casa desesperada. Sempre.
***
Só pra completar, numa dessas minhas andanças pela internet fui parar no blog do Antonio Prata. Olha isso. E sim, minhas amigas são do tipo que beberiam Kaiser quente em Jundiaí.
"O que vejo, no fundo dos olhos de algumas mulheres, é muito mais o desejo de encontrar alguém para dividir um título familiar do Clube Pinheiros do que para tomar champanhe em Paris, e acho isso triste. Porque o título familiar, as idas à Alô bebê e a união dos FGTSs para comprarem uma casa juntos, onde crianças aprenderão a andar embaixo de uma jabuticabeira e ganharão um cachorrinho (labrador ou border collie?) só pode dar certo – na visão desse ignorante, que nem sabe o que é um vestidinho wrap dress de jersei, que também quer ser feliz com uma mulher e sofre quando está sozinho, não só aos domingos – se for a conseqüência inevitável do amor arrebatador, das pernas trêmulas, do desejo incontrolável e recorrente de tomar champanhe em Paris. (Ou Kaiser quente em Jundiaí, que seja, desde que com ele, desde que com ela)."
Pois então. É assim que eu também penso. Embora às vezes me renda, embora às vezes pegue um caminho mais complicado, embora às vezes me complique comigo mesma, sei lá, ainda acredito mesmo nessa coisa maluca e arrebatadora que aconteceu com todas essas meninas queridas e que, quem sabe? Um dia também pode acontecer comigo. Só espero que eu, retardada que sou, perceba o lance. Enquanto isso, seguimos em frente com a programação normal :)
PS: A íntegra do texto do rapaz está aqui.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Coisas compradas
Uma cama nova, um sorvete de Amarena com Prosecco, pão quentinho e dois livros: "Hollywood", do Bukowski - sempre quis ler, mas ninguém tem esse! - e o mais recente do Irvine Welsh, "As revelações picantes dos grandes chefs". Essas foram as compras de ontem.
Daí peguei emprestado "Eugénie Grandet", Balzac, minha nova fixação. E "Como fazer inimigos e alienar pessoas", do ex-Vanity Fair, Toby Young.
Ou seja, tenho bastante leitura boa para os próximos dias. Ô, coisa boa!
***
Da série "Tatiana protagoniza monólogos esquizofrênicos":
- Preciso renovar meu passaporte.
- Que?
- Desculpe, eu estava aqui fazendo mil associações mentais.
- ...
- Pensei nas fotos da sua viagem. Aí lembrei das minhas fotos de Buenos Aires, que estão no meu Flickr. Daí lembrei que tenho que pedir pra minha amiga I. me mandar as fotos do meu aniversário. Daí lembrei que I. me ligou porque nosso amigo R., de São Paulo, estava aqui no Rio. Daí lembrei que ele pôs fotos novas no orkut, e lembrei que minha última foto no Orkut foi do churrasco da O., e lembrei da R., que ontem estava online com o nick "A farofa tá ótima", que foi o bordão do churrasco, cunhado pelo A., que viajou anteontem pra Los Angeles a trabalho, numa viagem surgida do nada. De modo que pensei: preciso renovar meu passaporte. Vai que aparece uma viagem assim, do nada?
- ...
Daí peguei emprestado "Eugénie Grandet", Balzac, minha nova fixação. E "Como fazer inimigos e alienar pessoas", do ex-Vanity Fair, Toby Young.
Ou seja, tenho bastante leitura boa para os próximos dias. Ô, coisa boa!
***
Da série "Tatiana protagoniza monólogos esquizofrênicos":
- Preciso renovar meu passaporte.
- Que?
- Desculpe, eu estava aqui fazendo mil associações mentais.
- ...
- Pensei nas fotos da sua viagem. Aí lembrei das minhas fotos de Buenos Aires, que estão no meu Flickr. Daí lembrei que tenho que pedir pra minha amiga I. me mandar as fotos do meu aniversário. Daí lembrei que I. me ligou porque nosso amigo R., de São Paulo, estava aqui no Rio. Daí lembrei que ele pôs fotos novas no orkut, e lembrei que minha última foto no Orkut foi do churrasco da O., e lembrei da R., que ontem estava online com o nick "A farofa tá ótima", que foi o bordão do churrasco, cunhado pelo A., que viajou anteontem pra Los Angeles a trabalho, numa viagem surgida do nada. De modo que pensei: preciso renovar meu passaporte. Vai que aparece uma viagem assim, do nada?
- ...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
A melhor frase do filme é...

Essa virou até meu about me.
"Dear Jeremy, in the last few days, I've been learning how not to trust people... and I'm glad I failed. Sometimes we depend on other people as a mirror to define us and tell us who we are. And each reflection makes me like myself a little more. Elizabeth"
"Querido Jeremy, nos últimos dias estive aprendendo como não confiar nas pessoas... e estou contente por ter falhado. Às vezes dependemos das outras pessoas como um espelho, para nos definir e nos dizer o que somos. E cada reflexo me faz gostar de mim um pouco mais. Elizabeth".
É mais ou menos isso, na minha tosca tradução.
:)
Talento inútil número 872
Não atendo ligações de números desconhecidos. Trauma de devedora? Talvez, já que não aguento mais a Claro me ligar de mês em mês porque atrasei o pagamento. Posso estar atentando contra a imprevisibilidade, algo que tanto prezo, mas whatever, não estou nem aí. Não atendo números desconhecidos. Se for amigo, vai deixar recado. E se me conhecer bem mesmo, vai mandar SMS. Simples assim.
***
Já dizia a música: if you see me getting high, knock me down - I'm not bigger than life. Quando todo mundo elogiava o tal roteiro, um dos Mentores detonou. Já esperava alguma crítica e sabia que viria dele. Pior do que dizer "Tá uma merda" é "Gostei sim, aham, mas depois digo mais pessoalmente". Senta que lá vem chumbo grosso, mermão. Heh.
***
Como ando com uma certa fixação pela observação do resto do mundo, acabei começando a ler algo que já devia ter lido há séculos: "A alma encantadora das ruas", João do Rio. Já volto já pra dizer o que achei.
***
Já dizia a música: if you see me getting high, knock me down - I'm not bigger than life. Quando todo mundo elogiava o tal roteiro, um dos Mentores detonou. Já esperava alguma crítica e sabia que viria dele. Pior do que dizer "Tá uma merda" é "Gostei sim, aham, mas depois digo mais pessoalmente". Senta que lá vem chumbo grosso, mermão. Heh.
***
Como ando com uma certa fixação pela observação do resto do mundo, acabei começando a ler algo que já devia ter lido há séculos: "A alma encantadora das ruas", João do Rio. Já volto já pra dizer o que achei.
Jersey girl
Uma das coisas que me fazem admirar Copacabana: provavelmente é o único lugar da cidade onde camelôs - eu disse CAMELÔS - vendem farinha de matzá. E na minha rua.
***
Estou completamente apaixonada por "My blueberry nights". Tanto que agora nem consigo falar. Um post adiante, sim?
***
Fiz uma escova dessas no cabelo, cortei beeeem mais curto e só posso lavar a ex-juba amanhã. Estava feliz com o tempo fechado, temerosa com a chuva e agora puta com o sol que teima em abrir. Isso de ficar dois dias sem lavar o cabelo não é para mim.
***
Também estou completamente de quatro por "House" e "Californication". Minha curta temporada em Jersey a.k.a. Niterói me deixou coladinhacom o Gugu na frente da TV.
Na volta, almoço delicioso - escalopinho de mignon com molho gorgonzola, arroz integral e creme de baroa - no Centro e mais bateção de perna pela cidade.
***
Uma das coisas que as férias fizeram comigo, assim como todas as conversas que tive nesse período (com Os Mentores e algumas outras poucas pessoas, como O Casal Querido), é que muito do que eu tinha certeza na vida CATAPLOFT. Sempre fui muito certa do que eu queria, do que eu fazia e de onde estava, profissionalmente falando.
Agora nem sei mais. Não sei bem se é isso mesmo.
"Mas é claro", me diz a metade masculina e igualmente adorável do Casal, entre um chope e outro. "Você quer escrever".
Eu quero escrever. Sempre quis. Continuo querendo. Algumas coisas nunca mudam. Néam?
***
Já falei que estou apaixonada por "My blueberry nights", néam? Então tá. Vou ali comprar uma cama nova, almoçar com a querida T. na Lapa e já volto.
:)
***
Estou completamente apaixonada por "My blueberry nights". Tanto que agora nem consigo falar. Um post adiante, sim?
***
Fiz uma escova dessas no cabelo, cortei beeeem mais curto e só posso lavar a ex-juba amanhã. Estava feliz com o tempo fechado, temerosa com a chuva e agora puta com o sol que teima em abrir. Isso de ficar dois dias sem lavar o cabelo não é para mim.
***
Também estou completamente de quatro por "House" e "Californication". Minha curta temporada em Jersey a.k.a. Niterói me deixou coladinha
Na volta, almoço delicioso - escalopinho de mignon com molho gorgonzola, arroz integral e creme de baroa - no Centro e mais bateção de perna pela cidade.
***
Uma das coisas que as férias fizeram comigo, assim como todas as conversas que tive nesse período (com Os Mentores e algumas outras poucas pessoas, como O Casal Querido), é que muito do que eu tinha certeza na vida CATAPLOFT. Sempre fui muito certa do que eu queria, do que eu fazia e de onde estava, profissionalmente falando.
Agora nem sei mais. Não sei bem se é isso mesmo.
"Mas é claro", me diz a metade masculina e igualmente adorável do Casal, entre um chope e outro. "Você quer escrever".
Eu quero escrever. Sempre quis. Continuo querendo. Algumas coisas nunca mudam. Néam?
***
Já falei que estou apaixonada por "My blueberry nights", néam? Então tá. Vou ali comprar uma cama nova, almoçar com a querida T. na Lapa e já volto.
:)
sábado, 12 de abril de 2008
Papo mulherzinha
Essa semana não resisti e comprei um delineador-caneta, um pincel chanfrado e um pincel para esfumaçar sombra. Não resisti e testei tudo no mesmo dia. Como vivi tanto tempo sem um pincel chanfrado? Mandei ver um olho preto beeeem básico, um risquinho fininho de delineador. Daí chego no bar onde sempre vou e os garçons me conhecem, apesar de não saberem meu nome, e um deles me diz:
- Tá feliz hoje, hein? Tá toda sorridente!
- [polyanna] Ahn, mas eu sou feliz, fulano! [/pollyanna]
- Mas hoje tá mais ainda!
Daí minha amiga volta à mesa, ouve a história e mata a charada:
- São seus olhões, my child!
:)
- Tá feliz hoje, hein? Tá toda sorridente!
- [polyanna] Ahn, mas eu sou feliz, fulano! [/pollyanna]
- Mas hoje tá mais ainda!
Daí minha amiga volta à mesa, ouve a história e mata a charada:
- São seus olhões, my child!
:)
Achei a antiga e famosa galeria de brinquedos da Senador Vergueiro. Toy art é o cacete, eu gosto de bonequinhos de criança mermo.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Dos mentores
É tão bom ter a quem recorrer quando a cabeça enche de pensamentos e coisas que precisam ser divididas. E é bom ter a quem pedir uma orientação, sabe? Eu tenho 27 anos, gente, meu caráter ainda é inacabado. Ser adulta é muito difícil. Ter responsabilidades e viver no mundo real também.
Daí que sempre que não sei como agir corro para os meus mentores. Não que eles tenham respostas para tudo, mas assim como os oráculos e como o Personare eles indicam o caminho a seguir. De família a profissão, passando por questões mais surreais, eles me ouvem. E me dão atenção. E me ajudam a viver, né, que isso é complicado pra cacete. A gente faz isso aos trancos e barrancos todos os dias, então se existir gente pra ajudar é sempre bom.
Ontem estive com um dos meus mentores e nooooossa, que conversa. Saí de lá me sentindo bem melhor. Daí, para completar, hoje recebo email de um dos meus outros mentores.
MINHA QUESTÃO: "Minha natureza é contemplativa e isso explica bastante sobre a percepção que tenho do comportamento humano. O fato de achar muitas pessoas idiotas faz de mim uma pessoa ruim ou isso é só culpa cristã? Ou darwinismo social?"
A RESPOSTA: "O fato de vc achar as pessoas idiotas, acho, tem a ver com a natureza contemplativa. Acho que quanto mais contemplamos, mais somos contemplados com a idiotice humana. Pensei que uma coisa que me fez ter fama de "amargo", para muita gente, eh de que preciso de pouco para me sentir bem. Assim, nao entro na corrida de ratos. E nao entrar na corrida de ratos incomoda muito os ratos."
E assim vão as minhas férias, nas quais eu penso pela dor e pela delícia de pensar, e não por obrigação.
Daí que sempre que não sei como agir corro para os meus mentores. Não que eles tenham respostas para tudo, mas assim como os oráculos e como o Personare eles indicam o caminho a seguir. De família a profissão, passando por questões mais surreais, eles me ouvem. E me dão atenção. E me ajudam a viver, né, que isso é complicado pra cacete. A gente faz isso aos trancos e barrancos todos os dias, então se existir gente pra ajudar é sempre bom.
Ontem estive com um dos meus mentores e nooooossa, que conversa. Saí de lá me sentindo bem melhor. Daí, para completar, hoje recebo email de um dos meus outros mentores.
MINHA QUESTÃO: "Minha natureza é contemplativa e isso explica bastante sobre a percepção que tenho do comportamento humano. O fato de achar muitas pessoas idiotas faz de mim uma pessoa ruim ou isso é só culpa cristã? Ou darwinismo social?"
A RESPOSTA: "O fato de vc achar as pessoas idiotas, acho, tem a ver com a natureza contemplativa. Acho que quanto mais contemplamos, mais somos contemplados com a idiotice humana. Pensei que uma coisa que me fez ter fama de "amargo", para muita gente, eh de que preciso de pouco para me sentir bem. Assim, nao entro na corrida de ratos. E nao entrar na corrida de ratos incomoda muito os ratos."
E assim vão as minhas férias, nas quais eu penso pela dor e pela delícia de pensar, e não por obrigação.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Fiquem à vontade que eu não acordo mesmo
Lembrando da história de dormir no sofá e nem ouvir pessoas fornicando no cômodo ao lado, lembrei que isso aconteceu outro dia também: apaguei e nem ouvi pessoas mantendo conjunção carnal no banheiro. Ou estou ficando surda, ou as pessoas pararam com essa coisa de gemer e fazer barulhos, ou estou dormindo pesado MESMO ou realmente estou começando a achar esse negócio de zegzo alheio muito banal e corriqueiro. Tipos que não tenho gastado um bocejo sequer, dormir anda cada vez melhor, tanto que acordar está cada vez mais difícil.
Não que eu tenha desistido dessas saliências. Mas como diria Andrea, só bocejo porque também não estou a pé, néam. Tenho lá minhas garantias, que dão conta do recado muito bem (ai ai).
Mas voltando ao assunto, que é sério, como fas? Tipos que pelo jeito que ando dormindo pesado pode rolar uma orgia com o... sei lá, um ator bonito qualquer, tipo Mark Ruffalo ou Patrick Dempsey, na minha sala que eu vou continuar enroscada no lençol.
NOOOOOOOOT! Também não vamos exagerar. Mark Ruffalo vale uma levantadinha que seja pra beber água. Sem trocadilhos.
Não que eu tenha desistido dessas saliências. Mas como diria Andrea, só bocejo porque também não estou a pé, néam. Tenho lá minhas garantias, que dão conta do recado muito bem (ai ai).
Mas voltando ao assunto, que é sério, como fas? Tipos que pelo jeito que ando dormindo pesado pode rolar uma orgia com o... sei lá, um ator bonito qualquer, tipo Mark Ruffalo ou Patrick Dempsey, na minha sala que eu vou continuar enroscada no lençol.
NOOOOOOOOT! Também não vamos exagerar. Mark Ruffalo vale uma levantadinha que seja pra beber água. Sem trocadilhos.
Personare I-N-É-D-I-T-O
Juro que esse nunca saiu pra mim. Tive que parar tudo que estava fazendo para compartilhar com vocês, amigas donas-de-casa ou trabalhadoras da noite, o conselho do dia do oráculo.
"O Ás de Paus como arcano de aconselhamento para este momento de sua vida vem sugerir a necessidade de se atirar nas coisas com mais entusiasmo, sem medos, imprimindo tesão em tudo o que se faz, Tatiana. Você dispõe de imenso potencial criativo e está num momento excepcional para fazer valer as idéias que saltarão de sua mente e coração. Cuidado apenas para, no entusiasmo, não terminar “queimando” as pessoas ao seu redor. Temos, muitas vezes, idéias brilhantes e “vemos” as coisas de uma maneira que ninguém mais viu. Ficamos irritados quando os outros não acompanham a perfeição de nossa visão ou a clareza que tivemos a respeito de um projeto ou idéias. E é aí que mora o perigo, Tatiana: de nada adianta você ter uma ótima idéia, se não souber ter paciência para explicá-la.
Conselho: Atire-se! Mas tome cuidado para não ferir ninguém!"
Legal que o Personare me diz isso depois do chope de fim de aula de roteiro, em que dei todos os vexames porssíveis: gritei e implorei para o professor falar mal de alguém (coisa chata só falar bem das pessoas, não?), chamei uma pessoa conhecida de gorda, falei que o povo da mesa era o mais legal da turma (incluindo alguns faltosos) e que o resto era chato e ainda disse que achei o trabalho de um dos "estudantes" uma merda. Ahn, sim, também falei para o professor que eu escrevia melhor que metade da turma. Modéstia é isso aí. E nada mais me lembro!
Pelo menos apresentei uma amiga a um amigo e ambos lograram êxito mutuamente, if you know what I mean. Vou para o céu, mas espero que lá tenha open bar.
* Ahn, e depois de CAPOTAR no sofá - sim, eu não dormi, eu CAPOTEI - ainda fiquei pensando em uma ótima instalação. Eu juro que é uma boa idéia, mas como o Personare já adiantou, estou sem paciência de explicar. Heh.
"O Ás de Paus como arcano de aconselhamento para este momento de sua vida vem sugerir a necessidade de se atirar nas coisas com mais entusiasmo, sem medos, imprimindo tesão em tudo o que se faz, Tatiana. Você dispõe de imenso potencial criativo e está num momento excepcional para fazer valer as idéias que saltarão de sua mente e coração. Cuidado apenas para, no entusiasmo, não terminar “queimando” as pessoas ao seu redor. Temos, muitas vezes, idéias brilhantes e “vemos” as coisas de uma maneira que ninguém mais viu. Ficamos irritados quando os outros não acompanham a perfeição de nossa visão ou a clareza que tivemos a respeito de um projeto ou idéias. E é aí que mora o perigo, Tatiana: de nada adianta você ter uma ótima idéia, se não souber ter paciência para explicá-la.
Conselho: Atire-se! Mas tome cuidado para não ferir ninguém!"
Legal que o Personare me diz isso depois do chope de fim de aula de roteiro, em que dei todos os vexames porssíveis: gritei e implorei para o professor falar mal de alguém (coisa chata só falar bem das pessoas, não?), chamei uma pessoa conhecida de gorda, falei que o povo da mesa era o mais legal da turma (incluindo alguns faltosos) e que o resto era chato e ainda disse que achei o trabalho de um dos "estudantes" uma merda. Ahn, sim, também falei para o professor que eu escrevia melhor que metade da turma. Modéstia é isso aí. E nada mais me lembro!
Pelo menos apresentei uma amiga a um amigo e ambos lograram êxito mutuamente, if you know what I mean. Vou para o céu, mas espero que lá tenha open bar.
* Ahn, e depois de CAPOTAR no sofá - sim, eu não dormi, eu CAPOTEI - ainda fiquei pensando em uma ótima instalação. Eu juro que é uma boa idéia, mas como o Personare já adiantou, estou sem paciência de explicar. Heh.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Depois
Desse post tão classe média, vou ali e já volto.
Na lista de coisas a serem contadas: a festa dos artistas plásticos, mais um filme de férias, o Flickr Pro, o celular novo que tocou sem parar no sábado e a saga do computador quebrado. Muah.
Na lista de coisas a serem contadas: a festa dos artistas plásticos, mais um filme de férias, o Flickr Pro, o celular novo que tocou sem parar no sábado e a saga do computador quebrado. Muah.
Acima de qualquer suspeita?
A minha cara de pirralha sempre foi útil em vários momentos, inclusive para nunca ser revistada em casas noturnas ou parada em qualquer blitz pela polícia. Digo "sempre foi" porque no sábado NÃO FOI. Indo para Ipanema, vejo a PM mandar o taxista encostar. Faço cara de "como assim?" para meu amigo, que sai e fala com os caras. Tudo aparentemente resolvido... O cara vira e diz "posso olhar sua bolsa?".
Como assim olhar minha bolsa? PM nenhum meteu a mão na minha bolsa na vida! Nem na entrada do Canecão olham minha bolsa direito!
Mas oquei, digo um "claro" da forma mais solícita que consigo - isso às quatro e quinze da manhã, depois de zilhares de chopes.
Abro, o policial olha tudo beeeem por cima, agradece e diz "ok, obrigado, podem ir".
Pode parecer pensamento pequeno-burguês, mas fiquei chocada só com isso. Tá, é um pensamento super burguês de gente que não está acostumada a lidar com esse universo.
Meu amigo diz "oquei, é o trabalho deles". Até é, e sei que poderiam ter feito muito pior: revirado cada cantinho da minha bolsa e aberto até o potinho das minhas lentes de contato. Mas ainda assim fiquei um pouco pasma com a constatação de que nem para a polícia eu sou acima de qualquer suspeita. Meu mundo caiu! Heh!
Como assim olhar minha bolsa? PM nenhum meteu a mão na minha bolsa na vida! Nem na entrada do Canecão olham minha bolsa direito!
Mas oquei, digo um "claro" da forma mais solícita que consigo - isso às quatro e quinze da manhã, depois de zilhares de chopes.
Abro, o policial olha tudo beeeem por cima, agradece e diz "ok, obrigado, podem ir".
Pode parecer pensamento pequeno-burguês, mas fiquei chocada só com isso. Tá, é um pensamento super burguês de gente que não está acostumada a lidar com esse universo.
Meu amigo diz "oquei, é o trabalho deles". Até é, e sei que poderiam ter feito muito pior: revirado cada cantinho da minha bolsa e aberto até o potinho das minhas lentes de contato. Mas ainda assim fiquei um pouco pasma com a constatação de que nem para a polícia eu sou acima de qualquer suspeita. Meu mundo caiu! Heh!
domingo, 6 de abril de 2008
Gente!
Agora um papinho mais animado pra galera - DJ, sobe o som!
Como tem filme ruim em cartaz, não? Sexta fui parar no Cinemark e a única sessão que consegui pegar foi a de "Awake - A vida por um fio". Gente, que filme bunda, heeein? Anakin, digo, Hayden Christensen até que é uma belezurinha, Jessica Alba é a bonitona e tal, mas te contar: mermão, que filme ruimpacaralho !
Estão lá todos os elementos pro Supercine de abril de 2010: drama hospitalar, jovem que se compara com o pai e que é podre de rico, mas se preocupa em criar empregos, a gostosinha misteriosa, uma mãe guerreira que luta pelo filho. Ai, me deu até azia só de lembrar.
Já o outro filme visto foi "Shine a light". Isso, aquele dos Rolling Stones. Não sei se foi a TPM, mas achei um pooooorre. Se meu amigo que edita o caderno de programação do jornal me perguntasse "Tatiana, quanto de espaço você precisa para escrever sobre esse filme?", eu diria que o espaço de um calhau já me bastava. Dava pra botar o nome do filme, meu nome, uma fotinha em uma coluna e as frases "O vídeo release mais caro da história. E os Beatles são melhores".
Jura que eles pagaram o Scorsese pra fazer algo que já foi feito? Eu esperava TANTO que, sei lá, tivesse alguma grande revelação, algum bastidor, whatever. Mas tudo que vi foram ângulos já vistos, músicas já vistas e trechos de entrevistas antigas - pra mim, a melhor parte do filme, junto com a participação do Jack White.
Cheguei a ficar mal-humorada, por Deus.
Mas tudo bem, não sou fã da banda e suspeita pra falar. Na saída esbarrei com um amigo guitarrista: "Pôôô, do caralho, que história de vida, estou maravilhado".
Tá bom então, néam?
Como tem filme ruim em cartaz, não? Sexta fui parar no Cinemark e a única sessão que consegui pegar foi a de "Awake - A vida por um fio". Gente, que filme bunda, heeein? Anakin, digo, Hayden Christensen até que é uma belezurinha, Jessica Alba é a bonitona e tal, mas te contar:
Estão lá todos os elementos pro Supercine de abril de 2010: drama hospitalar, jovem que se compara com o pai e que é podre de rico, mas se preocupa em criar empregos, a gostosinha misteriosa, uma mãe guerreira que luta pelo filho. Ai, me deu até azia só de lembrar.
Já o outro filme visto foi "Shine a light". Isso, aquele dos Rolling Stones. Não sei se foi a TPM, mas achei um pooooorre. Se meu amigo que edita o caderno de programação do jornal me perguntasse "Tatiana, quanto de espaço você precisa para escrever sobre esse filme?", eu diria que o espaço de um calhau já me bastava. Dava pra botar o nome do filme, meu nome, uma fotinha em uma coluna e as frases "O vídeo release mais caro da história. E os Beatles são melhores".
Jura que eles pagaram o Scorsese pra fazer algo que já foi feito? Eu esperava TANTO que, sei lá, tivesse alguma grande revelação, algum bastidor, whatever. Mas tudo que vi foram ângulos já vistos, músicas já vistas e trechos de entrevistas antigas - pra mim, a melhor parte do filme, junto com a participação do Jack White.
Cheguei a ficar mal-humorada, por Deus.
Mas tudo bem, não sou fã da banda e suspeita pra falar. Na saída esbarrei com um amigo guitarrista: "Pôôô, do caralho, que história de vida, estou maravilhado".
Tá bom então, néam?
My blueberry night
Once I wanted to be the greatest
No wind of waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust
Melt me down
Into big black armour
Leave no trace of grace
Just in your honor
Lower me down
To culprit south
Make 'em wash a space in town
For the lead
And the dregs of my bed
I've been sleepin'
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the later parade
Once I wanted to be the greatest
Two fists of solid rock
With brains that could explain
Any feeling
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the lead
And the dregs of my bed
I've been sleepin'
For the later parade
Once I wanted to be the greatest
No wind of waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Para quem estava sentindo falta...
O momento Personare! Esse foi inédito, juro.
"Cuide mais de si e lembre-se que ouvir melhor o outro não significa ignorar as próprias necessidades. É chegado o momento de prestar mais atenção nas coisas que você deseja para sua vida, mantendo-se fiel às próprias necessidades. Conselho: Momento de resgate da auto-estima."
É. Tá mais ou menos por aí mesmo.
"Cuide mais de si e lembre-se que ouvir melhor o outro não significa ignorar as próprias necessidades. É chegado o momento de prestar mais atenção nas coisas que você deseja para sua vida, mantendo-se fiel às próprias necessidades. Conselho: Momento de resgate da auto-estima."
É. Tá mais ou menos por aí mesmo.
Pois então
Foi assim: levantei, lavei o cabelo e, no meio do shampoo e da ducha quente, comecei a sentir frio. E a ver tudo ficar meio enevoado. Primeira ação de quem já viu muito disso em filmes: correr para fora do chuveiro - as mocinhas sempre caem e batem a cabeça no chão do box. Nos filmes, elas não morrem, mas se o teor da película for muito dramático, podem ficar em coma ou até vegetar por causa da forte pancada na cabeça.
Então fui sagaz, me enrolei na toalha, dei alguns passos e consegui me jogar na cama a tempo do apagão total e de onde só levantei algumas horas depois.
Queda de pressão básica, ainda mais depois de lembrar que estar de férias, no meu caso, é o equivalente a não fazer refeições em intervalos regulares e a praticamente só almoçar.
Já estou bem, nada que quilos de sal, um Gatorade e horas na cama não tenham resolvido.
Mas é bom não abusar - e lembrar de comer mais, a despeito da pança :)
Próxima parada das férias: Niterói, onde alternarei meus dias entre praia, piscina, seriados no Sony e no Warner e pizza com R. e T.. Néam?
[ adding ] Pizza-e-aceito-sugestões-niteroienses com M. também, como ele bem lembrou nos comentários :)
Então fui sagaz, me enrolei na toalha, dei alguns passos e consegui me jogar na cama a tempo do apagão total e de onde só levantei algumas horas depois.
Queda de pressão básica, ainda mais depois de lembrar que estar de férias, no meu caso, é o equivalente a não fazer refeições em intervalos regulares e a praticamente só almoçar.
Já estou bem, nada que quilos de sal, um Gatorade e horas na cama não tenham resolvido.
Mas é bom não abusar - e lembrar de comer mais, a despeito da pança :)
Próxima parada das férias: Niterói, onde alternarei meus dias entre praia, piscina, seriados no Sony e no Warner e pizza com R. e T.. Néam?
[ adding ] Pizza-e-aceito-sugestões-niteroienses com M. também, como ele bem lembrou nos comentários :)
quinta-feira, 3 de abril de 2008
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