quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Socorro, eu não estou sentindo nada

Cansada. E sem tempo. Mas cheia de comentários e histórias.
Já volto, assim que conseguir parar e sentar a bunda para escrever.

domingo, 25 de novembro de 2007

Excesso de vida própria

Ser uma pessoa feliz custa caro. Saídas, roupas, noites, tudo custa dinheiro e, como eu sempre digo, é dura a vida da bailarina.
Muito me aborrece o fato de, aos 26 anos, ainda ter que contar com a ajuda mensal dos meus pais - leia-se minha mãe - para complementar minha renda.
Mas sério, como as pessoas esperam que você:
a) Seja uma repórter antenada, descobridora de tendências
b) Tenha uma vida social que lhe permita esquecer o cotidiano corrido e insano do trabalho
c) Seja linda e quase perfeita...
Gastando pouco? Ou sem sair?

Impossível.

QUERO MAIS DINHEIROS!
Meu estilo de vida definitivamente não condiz com meu contracheque. Heh.

Questões femininas

É quase um episódio de seriado: duas amigas conhecem, encontram e reencontram dois caras na noite rock carioca e imediatamente passam a suspirar pelos cantos.

McSteamy e McDreamy perdem, eu diria. Oquei, talvez nem percam, mas ilustram bem a situação.

Mas é engraçado isso, não? Até me faz lembrar daqueles brinquedos de bebês. A criançada MUITO LOUCA se mete nas MAIORES CONFUSÕES tentando encaixar quadradinhos no lugar de círculos e triângulos no lugar de retângulos! Dá vontade de gritar "alou, esse vai com esse...".

Como eu entreouvi por aí, até lavar cueca se cogita nesses casos. Heh.

14 anos

Preciso confessar: sou apaixonada por um menino mais novo.
Ele tem menos de 20 anos e é quase um retrato fiel de mim mesma.
Fala, fala pelos cotovelos, faz graça da sua desgraça, ri das gordurinhas que teimam em aparecer ao nadar na piscina. Passa o dia na frente do computador e fica inibido ao falar sobre seus romances imaginários e suas paixões juvenis. Sofre calado e, às vezes, chora ao telefone e se descontrola. Só volta ao normal quando eu garanto que tudo vai ficar bem.
Um palhaço por natureza, e ao mesmo tempo tímido e com o olharzinho triste mais doce e mais sapeca do mundo. Meu irmão. De sangue e de alma. Do jeito que se entende só com um olhar.
Hoje João faz 14 anos. Mais alto do que eu, mas que para mim vai ser sempre o bebê mais lindo que já peguei no colo. E que me abraçava, com suas mãozinhas tão pequenininhas, para não soltar mais. Nunca mais.

sábado, 24 de novembro de 2007

O mundo é um moinho



* Bem adequado para um dia de plantão... Como diria G., meu amigo irônico e cético, "esse negócio de jornalismo é uma trituradora de sonhos, baby".

"Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó..."

Hagen protesta e diz que sonhos não podem ser mesquinhos. Reclame com Cartola, como eu não sei, beijos!

Cansada cansada cansada

Preciso parar, descansar, pedir pra sair, saca? Ando tão exausta de tudo, ando tão sem paciência para tudo, ando dando chilique por tudo. E essa não sou eu.

É uma mistura de pensar demais + trabalhar demais (e fins de semana demais!) + preocupações financeiras/familiares demais e acabo somatizando e canalizando de várias formas: saindo, bebendo, dormindo, comendo, escrevendo, me esgoelando...

Engraçado que eu me olho no espelho e me vejo como se eu fosse quebrar a qualquer momento por qualquer coisinha, "my fingertips are holding onto the cracks of MY foundations".

Desse jeito eu vou quebrar, cara!

Preciso, PRECISO de uma semana longe de tudo, longe do Rio, uma semana de turista, sabe? Sem preocupações? Talvez por isso esteja tão empolgada com o projetinho Amigos Viajantes 2008, começando no começo do ano. PRECISO me agarrar em alguma coisa boa, senão tanto rebuliço vai me fazer SURTAR.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Working class heroes

Acho que virei a rainha dos taxistas nas minhas andanças pela cidade. E, pior, nenhum deles é o Gianecchini. Dia desses, calor dos infernos, entro num carro rumo ao trabalho.
- O ar tá muito gelado?
- Nossa, tá ótimo, tá um calor bizarro lá fora.
- Eu poderia rodar o dia inteiro com a senhora, se a senhora quisesse.
Minha cara de espanto só conseguiu responder:
- IMAGINA, moço, tá doido? Eu tenho que trabalhar!

Ontem, atrasada para seguir rumo ao Projaquistão, pego um táxi na Praça Quinze.
- Moço, ali para a rua tal, por favor.
Minutos depois...
- Bem que eu estava achando que conhecia a senhora de algum lugar?
- Oi?
- Eu conheço a senhora. Da novela das oito.
- Imagina, quem me dera!
- Não é a senhora?
- Não, não sou.
- Mas parece.
- Ué, com quem?
- Com alguém muito bonita.
- ...

Quando eu digo que certas coisas só acontecem comigo, ninguém acredita.
Heh.

Depois de um feriado de rebuliço

Fica a dica do Personare.
Juro que abri o site HOJE e me veio isso.
Eu me assusto comigo mesma às vezes.
Tipos que sou uma antecipadora de tendências e visionária.
Heh.

"Aceite a felicidade!
Aceitar a felicidade é o primeiro passo para obtê-la. A maioria de nós não é feliz simplesmente porque acha que não merece sê-lo. Abra-se às circunstâncias prazerosas, conheça gente, abra seu coração e você perceberá que a felicidade afetiva não é algo que só existe em filmes. Este é um momento para você se dedicar exclusivamente às coisas que lhe dão prazer. Faça uma lista das coisas que você gosta e procure cultivá-las, convidando a pessoa querida para estar com você nestes momentos. Quanto mais feliz você estiver neste momento, mais esta felicidade se multiplicará. Deixe para resolver as chateações e preocupações em outros momentos.

Conselho: Viva o prazer!"

Depois volto com links novos, informes, relatos e outras elocubrações.
:)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

TRilha sonora

Ah, you fake just like a woman, yes, you do
You make love just like a woman, yes, you do
Then you ache just like a woman
But you break just like a little girl.

De Queen para Bob Dylan, discman bombando hoje!

Vejam aí

Sério, e me digam se essa música não é genial.
:)

Podem me internar

Gostei do CD novo do CPM22 que acabou de chegar aqui na redação.
Sério, tem umas músicas legais!

Mais coisas aleatórias:
- Chegou um duplo aqui do Queen que tá ótimo.
- Ouvir "Bohemian like you" na pista da Matriz é lindo!
- Atenção, Caxias, tô chegando, hein.

:)

Então

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro".

:)

Vamos lá, fazendo da queda um passo de dança desde 1981!

domingo, 18 de novembro de 2007

Domingo, dez pras seis da manhã

Voltando no tempo. Pré-noite de sábado com pizza e depois Absolut, Matriz com Liv e Absolut, papos legais com S., dancinhas com L.A., beijos roubados no segundo andar... Oasis, Ben Kweller e Weezer já têm Kate Nash como companhia na pista. Sensação de que os anos passam, mas algumas coisas - as boas - continuam as mesmas.
E que lembrar delas é bom a beça.
E que isso faz um bem. E como faz!

Vou ali pedir um lanche no Big Bi e já volto. Fiquem com Amarante, beijotchau.

sábado, 17 de novembro de 2007

É dura a vida da bailarina

Ou "comentários depois de meia hora de sono, às oito da manhã".

Eu juro que tento ser uma boa pessoa, que tento agir de forma civilizada, essas coisas.
Porque assim eu sou. Boa e civilizada.
Mas putaquemepariudequatro, às vezes acontecem algumas coisas que eu juro, não consigo deixar passar.

Como uma pessoa que sabe tudo da sua vida, com quem você já passou coisas legais e coisas ruins, que já te viu nos seus melhores e nos seus piores momentos, pode te tratar como uma estranha? Como tem coragem de agir com indiferença, depois de tantas conversas e segredos contados? Como pode agir como se tivesse te conhecido há apenas alguns dias? Como pode te ver e não te abraçar com o mínimo de amizade? Como pode falar com você sem olhar nos seus olhos?
(Detesto quem não fala olhando nos olhos).

Isso já aconteceu comigo em duas situações diferentes e, como vocês têm acompanhado, foi esclarecido ;)

Também aconteceu em outra ocasião, que agora não vem ao caso.

Mas enfim, parece estar acontecendo de novo.

Porra, porque quando as pessoas aparentemente querem te proteger delas mesmas elas fazem questão de te magoar? Fazem questão de agir de forma escrota, como se dissessem "viu, eu sou babaca mesmo, não se iluda, vou te escrotizar ainda mais para você se dar conta disso de uma vez por todas e não achar que eu sou legal"?

E não dão a mínima quando você diz, quando você grita, quando você exclama em neon "oi, sou eu, ainda sou eu, aquela mesma pessoa pra quem você disse 'você é minha melhor amiga', dá para voltar ao normal? Eu não vou me iludir, acredite, tratar bem uma pessoa não é o mesmo que enganá-la".

Detesto covardia, mesmo. Nunca tive medo de encarar o que quer que fosse. Passei por N coisas na vida que quase ninguém sabe, nem vai saber. E estou aqui.

Também não costumo deixar meus amigos na mão quando eles precisam de mim. E não sou do tipo que literalmente vira a cara para quem eu considero. Isso, sim, é atitude de mulher. Deveria ser de homem também. Ninguém aqui é moleque. Todo mundo é caveira. Mas às vezes a roupa preta pesa, né não?

Porque as pessoas têm uma necessidade tão grande de afastar quem demonstra que se importa com elas? Dá coceira? Alergia? É tão difícil assim aceitar isso? Que alguém possa genuinamente se importar com os outros? E porque é tão imperativo não só afastar como também se esforçar para machucar os outros? Como diz Larry (Clive Owen) em "Closer"... "Depressives don't. They want to be unhappy to confirm their depression. If they were happy, they couldn't be depressed anymore. They'd have to go out into the world and live, which can be depressing".

Eu faço isso também, e sei disso. Mas em menor escala. Ninguém é auto-suficiente, todo mundo precisa de alguém. E na hora do vamo ver, são poucas as pessoas com quem a gente pode contar.

Sei lá, não devia estar dizendo nada disso aqui, devia dizer de verdade, ou melhor, não devia nem dizer, devia deixar pra lá mesmo, devia deixar isso se perder no tempo, mais uma grande amizade desfeita por uma babaquice qualquer, por um mal-entendido, uma palavra mal colocada, uma atitude mal-interpretada, uma postura besta. Mas só eu me importo, não é verdade? Só eu ligo para isso. Só eu ainda perco meu tempo pensando em como isso é triste. "But the joke was on me", já diz a música.

Enfim, digressiono, mas precisava desabafar, espancar o teclado nesse inicinho de plantão. Porque senão não seria eu. E não ser eu é uma coisa que eu não quero mais há muito tempo.

"Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz", já dizia Marcelo Camelo.

Esse desabafo todo, essa maluquice toda, parece até estranho depois de uma noite ótima, divertida, promissora e que me rendeu só meia hora de sono. Tenho sido feliz nos últimos dias de um jeito que não sei explicar. Reencontrei amigos, reencontrei possibilidades, caminhos, idéias, reencontrei até parte da minha auto-estima e da auto-confiança que andavam passeando nos recônditos do Alasca. Botei a cabeça no lugar, entendi uma série de coisas, questionei outras, continuo entendendo, continuo questionando. Mas uma coisinha ou outra ainda me incomoda. Questão de ajustes. Normal.

Cansada, sem dormir, virada, de plantão, mas tá lindo. O mundo gira e a lusitana roda. A meia hora de sono mais bem dormida da semana. Afinal, publicitários flamenguistas (e marrentos) demandam uma certa atenção.

[ update ] Alguns dias depois... Ai, editei. Mais tranqüila. É bom tentar evitar a fadiga (na verdade, o excesso) às vezes.
Afinal, eu ainda sou uma boa pessoa, de coração bão.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pára tudo


Chego na redação, almoço com L. e me preparo para atacar a tijolada de terça, quando...
CHEGA O GREATEST HITS DAS SPICE GIRLS.

Não preciso nem dizer que catei o CD player e estou ouvindo "Say you'll be there".

HOJE É O DIA SESSÃO DA TARDE!

Aliás, outra idéia para trabalhar, além do conversor frases reais-sinopses: o Dia Nacional Sessão da Tarde.

Todo mundo tem que falar como se estivesse num filme da Molly Ringwald.

* Sério, juro que nem bebi hoje. Estou me comportando como uma doidivanas e falando asneiras. Socorro!

UPDATE Ai, gente, tipos que preciso confessar que adoro aquela música já da fase decadente das SG, "Holler". Tá na segunda vez no repeat. Como é bom confessar guilty pleasures, não é mesmo, pessoal?

Sessão da Tarde



Essa gata muito louca vai aprontar mil confusões para conseguir sair cedo do trabalho e curtir uma noite inesquecível! Ao lado dos seus inseparáveis amigos, ela vai dar o que falar!

* Não podia deixar de pensar/falar/escrever no *sinopse-mode-on* depois de ouvir essa música. Nossa, como ouvir isso me deixa feliz! É sério, parece que a sua vida também vai passar na TV. Mas na Sessão da Tarde.
Juro que vou sair de casa agora quicando e com um sorrisão em direção ao jornal, apesar de o resto do mundo estar de folga e eu não :)

Sim, estou idiota, deve ser porque dormi demais :)

Aliás, assim como existe o Miguxeitor, poderia existir um conversor de frases em sinopses de filme online, não?
Vou trabalhar nessa idéia. Heh.

Beijotchau que tenho que ir pra redação.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Nem parece que foi ontem que o acontecido aconteceu

Quinta-feira, feriado, estou aqui na redação pensando no tempo chuvoso, na vida, no trabalho, na conta bancária...

Preguiça suprema, ao mesmo tempo em que queria sair também adoraria tomar um Lexotan e dormir o sono dos justos até amanhã de manhã.

Pra completar, meu computador quebrou! Mais uma burocracia para resolver!

Afe!

Tipos que



Amy Winehouse com esse cabelo me lembra uma velha que mora na rua e vaga por aí. De vez em quando esbarro com ela - a velha, não a Amy - , já vi a sujeita na Mem de Sá, na Rua das Laranjeiras e acho que na Praça XV. Ela tem um cabelo de ninho que ao mesmo tempo em que me intriga me dá um medo ferrado. Fico pensando na quantidade de sujeira necessária para engrunvinhar uma cabeleira daquele jeito, mas ao mesmo tempo me dá medo de me olhar e ela me rogar uma pgara, sei lá.
Também me dá um pouco de pena, não gosto de ver velhinhos sofrendo - à exceção da velha que resmungou no ônibus só porque sentei na frente dela e abri a janela.
Como estou calma, tranquila e em paz, fechei a janela, levantei, sentei do lado direito do coletivo (que eu odeio, tenho TOC de lado esquerdo de ônibus, só ando nele) e arregacei minha janelinha.
Simples assim.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Só uma questão

When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?


Ouvindo Smiths no seeqpod. Boa dica que me veio via spam!

Bad habits, good habits

Depois que o YouTube pegou, neguinho ficou com a mania de vender pauta pra repórter em cima disso. "Fulano é sucesso no Youtube", e às vezes nem é! Isso me irrita às vezes.

Beneficiada inesperadamente: já estava conformada em trabalhar no domingo, quando chega a escala.
Trabalho sábado!
Nota feliz.

Playlist!



Adoro. Cantem comigo e com a Kate Nash. Isso é muito real!
(Sou só eu que vi o "Don't fall for this" no fim do clipe? Mensagem subliminar é isso aí, mas fica a dica: etiquetas explícitas são mais eficazes)

Foundations
Thursday night,
everything's fine,
Except you've got that look in your eyes,
when I'm telling a story
And you find it boring your thinking of something to say.
You'll go along with and then drop it
And you humiliate me, in front of our friends.

Then I'll use that voice what you find annoyin'
And say something like
"intelligent input darlin', why don't you just have another beer then?"

Then you call me a bitch and everyone we're with will be embarrassed,
and I won't give a shit.

My fingertips are holding onto the
cracks in our foundations,
and I know that I should let go,
but I can't.
And everytime we fight I know its not right,
everytime that your upset and I smile
I know I should forget, but I can't.

You said I must eat so many lemons,
'cause I am so bitter.
I said "I'd rather be with your friends mate,
cause they are much fitter"

Yes it was childish
and you got aggressive
and I must admit that I was a bit scared,
but it gives me thrills to wind you up.

My fingertips are holding onto the
Cracks in our foundations,
and I know that I should let go,
but I can't.
And everytime we fight,
I know its not right,
every time that your upset and I smile,
I know I should forget,
but I can't.

Your face is pasty,
'Cause you've gone and got so wasted,
what a surprise,
don't want to look at your face,
'cause its making me sick.

You've gone and got sick on my trainers,
I only got these Yesterday.
Oh my gosh, I cannot be bothered with this.

Well I'll leave you there till the mornin',
and I purposely won't turn the heating on
and dear God, I hope I'm not stuck with this one.

My fingertips are holding onto the
Cracks in our foundations,
and I know that I should let go,
but I can't.
And everytime we fight,
I know its not right,
every time that your upset and I smile,
I know I should forget,
but I can't.

And every time we fight I know it's not right,
every time that you're upset and I smile.
I know I should forget, but I can't.

Então...

My favorite things

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Irritada, chateada, cansada, puta da vida, prestes a sentar na sarjeta e culpar a minha burrice crônica, chego em casa quase às lágrimas e lembro da coisa mais fofa e mais idiota do mundo.

"When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad"

Sim, sim, aquela cena de "A noviça rebelde"!

Meu humor até melhorou um pouquinho.
Mas só um pouquinho.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Racha estúpida

Saio do jornal, feliz e contente, às 20h10. Depois de alguma espera ao lado de L., o 464 passa. papo bom, musiquinhas no iPod, leitura de ônibus, desço e caminho algumas boas quadras.
Quando chego na porta do prédio...
Desespero.
Como sempre faço nessas situações, passo a mão no celular e ligo para alguns amigos.
Um tenta me acalmar e se compadece da minha dor.
Outro ri da minha cara e nem esquenta a cabeça com o drama.
O outro, que ainda está na redação, resgata as BENDITAS CHAVES DE CASA QUE ESQUECI NA MINHA MESA.

Ai meus sais. Então volto para o ponto de ônibus por onde passei de manhã, faço mais uma viagem de 435 e volto à redação.
Pego as chaves.
- L.B., pode me chamar de idiota.
- Não, acho que você já deve ter feito isso.
Encontro pessoas no elevador:
- Tá perdida aqui a essa hora?
- Não, esqueci as chaves de casa na fechadura da gaveta.
FUCKING KEYS!

Volto para o ponto, nada de ônibus, ando mais uns gazilhões de quadras até o ponto do 433.

Chegada final em casa? 22h10.
DUAS HORAS PARA CHEGAR EM CASA.
Primeira coisa a fazer amanhã: várias cópias de todas as chaves e deixar uma em cada canto.

Outro dia

Estava conversando não lembro com quem, acho que com L., e falando que acabei aprendendo a ser antipática quando necessário.
Sério, gastar simpatia à toa é muito ruim!
Hoje em dia, já sou capaz de cumprimentar alguém com um meio sorriso. Sabe aquela pessoa com quem você esbarra nos corredores da empresa e mal fala, e na rua, numa pauta, é só fofura e meiguice? Levantada de sobrancelha todos os dias e olhe lá.

Acabei de esbarrar com uma dessas pessoas e fiquei pensando nisso :)

I'll do just fine

* Preguiça, preguiça, preguiça suprema de trabalhar. Hoje era um dia daqueles em que eu queria estar em casa, debaixo do edredon, vendo Sessão da Tarde, dormindo e acordando.

* Podem me chamar de demodé, mas desde ontem estou apaixonada por Natalie Merchant. Tudo bem que 10.000 Maniacs é tãããão anos 90, mas ainda assim é muito legal. Coisas de LastFM. Ontem me caiu por lá essa música que é de doer, apesar do título: "Life is sweet". Ouçam ou leiam.

* Minhas unhas estão uma ver-go-nha. Preciso dar um jeito nisso.

* Sono, sono, muito sono.

Volto já ;)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Tá perdoado.

Tirei um peso dos meus ombros nos últimos dias: pedir desculpas, dizer que perdoa, tudo isso me fez fechar pendências de um ciclo que parecia já ter terminado, mas que não estava pronto para ser arquivado por causa disso.
Ninguém sabe o que vai acontecer, mas para que perder tempo com pequenezas? So we can start over again, já dizia o Blur. Ou "every new beginning comes from some other beginning’s end". Semisonic (e eu poderia fazer um quiz musical só com versos, qualquer dia desses).
:-)
Tá tudo perdoado. E eu estou bem mais leve depois disso tudo.
Viva o GMail que aproxima quem está longe e desfaz mal-entendidos perdidos no tempo.

Já que pedi mais uma...

Outro email do passado recente que mexeu comigo na manhã de hoje.
Valeu aí, Senhor. Foi só gritar e Você me ouviu :-P
Agora me faça ganhar na Megasena? Pode ser?

Good morning, America!


Dia chuvoso no Rio de Janeiro, e eu de sainha pregueada e blusinha de frufrus. Manias bizarras de Tatiana, número 5437: leituras diferentes para cada momento do dia, o que resulta em três livros sendo lidos ao mesmo tempo. Livro do dia no 435: "Tão ontem", Scott Westerfeld. Não sei se por falar com Érica ontem, lembrei de Dresden Dolls. "Dirty business" é uma das preferidas, mas não tem vídeo. Então fiquem com "Shores of California".
:)

domingo, 11 de novembro de 2007

Revoluções por minuto

Chego em casa e abro meu email. Mensagem de uma antiga amiga, com quem andei brigada e não falo há alguns anos. Um email que mexeu comigo. Muitas lembranças.

Logo depois, mais precisamente meia hora depois, fico sabendo que minha melhor amiga também vai embora. Assim como Hagen se mandou para a Irlanda, Cati vai para a Espanha. E eu fico aqui. Sem eles.

Tá bom pra vocês? Isso me parece quase um retorno de Saturno antecipado. Dá vontade de gritar "Ei, Deus, se tiver mais alguma pra mim, favor mandar logo? Aproveite esse pacote duplo email+amiga se mandando, sim?".

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Para desestressar

Hoje é quinta, amanhã estou de folga e, segundo minha irmã, preciso "trabalhar mais meus pensamentos positivos".
Uma das minhas músicas preferidas. Have fun, folks!
:)

Tem gente...

... que você adora, e tem gente que depois de dois ou três encontros você ODEIA de uma forma cuja única explicação é carma de vidas passadas.
Isso acontece comigo direto, pego nojo, raiva, ódio e aversão de certas gentes de um jeito inexplicável.
Claro que o fato de a pessoa em questão ser desequilibrada ajuda muito, mas mesmo assim... Se encontrar na frente sou capaz até de espancar, coisa que só faço, e quando faço, com teclados de computador.
Vai entender.
NÃO ENCOSTA EM MIM!

Heh.

Money success fame glamour

Vidinha mais ou menos. Sem saco para trabalhar, para pensar, para produzir o que quer que seja. Sem metas, sem objetivos a longo prazo, sem expectativas, sem grandes desejos, sem nada. Sempre busquei isso, e agora acho tudo tão vazio...
Dias nublados e vazios.
Ou, como diria Death Cab for Cutie, "your heart is an empty room" (ótima música de um ótimo CD, baixem tudo).

Diálogos esquizofrênicos 2

- Como cabem num apartamento um cachorro desse tamanho e duas crianças?
- Viu, sua vida podia ser pior. Vendo isso você percebe como está bem.
- Peraí, se for pra me sentir melhor é só fazer a comparação com as criancinhas da África. Essa é imbatível.
- É, faz sentido.

Diálogos esquizofrênicos

- Acho que você anda frequentando clubes de sadomasoquismo.
- Ué, por quê?
- Seus braços sempre estão roxos e você nunca tem dinheiro.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Gimme more

Fechamento comendo e eu com fogo de postar. É bonito isso?

Nada de relevante a dizer, exceto talvez o fato de que sexta estou de folga. Você sabe quando o fim do ano está próximo quando o assunto na mesa do almoço é solteiros versus casados, digo, quem trabalha no Natal e quem trabalha no Réveillon.

Como sou nova na casa, meu destino está selado: trabalharei Réveillon, enquanto meus melhores amigos estarão de folga.

Ou seja, antevejo uma semana em que me manter de pé será difícil.

Já volto com mais informes desinteressantes de um dia nublado :)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Bonecas russas e aleatórias

Acabei de ver e ainda prefiro "Albergue espanhol".
Uma tosse chata me consome.

Uma amiga da minha irmã acabou de sofrer um acidente. Bala perdida. No ombro. Quase na porta do prédio. Na Senador Vergueiro. Ao lado do edifício em que eu morava. Minha irmã está no hospital, praticamente ao lado da minha nova casa, enquanto os pais da menina vêm da cidade onde moram, que fica a umas duas horas de distância.
Quando as coincidências escolhem a pessoa certa: ao pegar o celular para ligar para a mãe da moça, o porteiro atentou para o último número discado. Era o da minha irmã.
Não sei o que mais me assustou nisso tudo: a situação, a circunstância ou a certeza da imprevisibilidade da vida, que eu sempre costumei adorar.
Mas isso me fez pensar que a imprevisibilidade da vida também escancara a nossa fragilidade diante das coisas.

Até terminei de ver o filme, mas bateu uma certa tristeza.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Um dia...


...as pessoas vão ligar para o que eu tenho a dizer.
Fica a dica do Postsecret :B
Vou ali assistir "Bonecas russas", beijomuah.

She said yes, yes, yes



Tipos que agora não tem a menor graça ouvir "Rehab".
Qual a credibilidade que Amy passa depois de ir mesmo pra rehab?
"They tried to make me go to rehab and I said 'no, no, no'".
gente, mas tipos que ela disse YES, YES, YES!
Onde está a Amy de garrafa na mão e nariz a la bundinha de bebê Johnson?
Chorar pelas ruas de Amsterdam ou sei-lá-onde não é nada bonito, fica a dica!

Cinco livros que mudaram minha vida

(Foi só tirar "Alta fidelidade" da estante que lembrei das listas que eu sempre fazia)

1. O cortiço, Aluísio de Azevedo. Não é nada, não é nada, acho que foi um dos primeiros livros não-juvenis que eu li na vida. Sem contar que o final de Bertoleza me impressiona até hoje.
2. Alta fidelidade, Nick Hornby. Pop até o fim. Referências da adolescência e do mundo musical. Não tinha como não me influenciar.
3. A paixão segundo GH, Clarice Lispector. Porque perder-se é um achar perigoso. Lido, relido, amassado, dobrado, lido de novo... Li outras coisas dela, mas nada como esse. Citações de cabeça.
4. Crime e castigo, Dostoievski. Lido e relido e agora continuo relendo. Porque Raskolnikof faz sofrer e angustia a cada duas páginas. E isso é bom!
5. Os sofrimentos do jovem Werther, Goethe. Lido no frescor dos 18 anos - os meus, é claro. Resgatei na estante para reler. Seria Werther um drama king?

Prêmio conjunto da obra: tudo de Bukowski que li, uns 4 livros ou 5, talvez. Clichê, mas é verdade.
Menção honrosa: O apanhador no campo de centeio, Salinger. Não mudou minha vida, mas me mudou um pouquinho.

* Cinco livros que não mudaram minha vida, mas que eu amo: da ala fútil, "Gossip girl", "O diabo veste Prada" e "Sushi". Da ala acadêmica, "Vida, o filme: Como o entretenimento tomou conta da realidade" e "Estrelas de cinema", do Edgar Morin.

Reality check

Dose do dia: 5 vezes seguidas, manhã, tarde e noite, para melhorar o humor e o ânimo depois de um feriado joinha.
Em casos extremos de choque de realidade, uma overdose é recomendada.

sábado, 3 de novembro de 2007

How are things on the west coast?

Que tenho fixação por diálogos eu já disse.
O que me dei conta é que não adianta buscar na ficção: os melhores são sempre os da vida real.

Nada válido

Sábado, 12h30m, estou na redação.
Sexta, 14h30, estava na redação.
Sério, quando penso em injustiças divinas como essas, tenho vontade de sentar na sarjeta e chorar.
Enquanto isso, o sol brilha lá fora.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Acho

que ainda estou bêbada.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Dia de pernas de fora

Consegui sair mais cedo da redação e acabei dando uma passada no shopping. Motivada pelo calor dos infernos, decidi comprar um short para suportar os próximos dias - ou noites - nesse caos sem ar-condicionado chamado Rio de Janeiro.
Beleza. Bato meio hora de perna, entro numa loja e acho exatamente o que eu queria.
Chego em casa, horas depois vou dormir - de janela aberta - e o vendaval traz o mundo para dentro do meu quarto.
Sim, é verdade: comprei um short e o tempo virou. Bela ironia.
Life has a funny way of sneaking up on me.